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	<title>Rui Falcão Deputado Estadual do PT &#187; veja</title>
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	<description>Deputado estadual de São Paulo pelo PT, vice-presidente nacional do Partido, Falcão se dedica às áreas de defesa do consumidor e de habitação e regularização fundiária, além da fiscalização dos atos do Governo.</description>
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		<title>VEJA e Reinaldo Azevedo erram feio e Falha entrevista a verdadeira estudante da USP que discutiu com Andrea Matarazzo no MAC</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 19:19:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudante “colocada” na foto não mora no Crusp (outro erro do colunista) e, classificada de “burguesota” por Azevedo, é moradora de Guaianases.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por <a href="https://twitter.com/#!/linobocchini" target="_blank">Lino Bocchini</a></strong></p>
<p><center><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/foto-polemica.jpg"><img title="Arielli e Matarazzo batem boca na foto da Agência Estado que foi parar na capa do jornal de domingo" src="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/foto-polemica.jpg" alt="foto polemica VEJA e Reinaldo Azevedo erram feio e Falha entrevista a verdadeira estudante da USP que discutiu com Andrea Matarazzo no MAC" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Arielli e Matarazzo batem boca na foto da Agência Estado que foi parar na capa do jornal de domingo</p></div></center></p>
<p>A cena do secretário estadual de Cultura e pré-candidato a prefeito do PSDB Andrea Matarazzo com o dedo na cara de uma manifestante foi pras homes dos principais portais de notícias do país no sábado à tarde, logo após a inauguração parcial da nova sede do MAC, no prédio do antigo Detran, em São Paulo. No domingo, a foto de autoria de Paulo Liebert, reproduzida acima, estava na capa da edição impressa do Estadão. No mesmo dia, a revista Veja, através de seu colunista <a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/andrea-matarazzo-honra-a-democracia-brasileira-e-enfrenta-burguesotes-truculentos-que-foram-combatidos-por-pobres-decentes-de-cidade-tiradentes/" target="_blank">Reinaldo Azevedo</a>, revelava a suposta identidade da manifestante: “Quem é aquela mulher (…) cordata, suave, pronta para o diálogo? (…) É Rafaela Martinelli, aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e moradora do Crusp. É publicidade que ela queria, não? Aqui está”. Acontece que a estudante em questão não é Rafaela. A revista Veja errou. Trata-se de Arielli Tavares Moreira, 22 anos, estudante do quinto ano do curso de letras da USP. E há mais incorreções. O colunista também chama os manifestantes de “burguesotes”. Arielli é de família classe média-baixa da pequena cidade de Tatuí. E Rafaela, exposta e atacada pela revista de maior circulação do Brasil sem sequer aparecer na foto, é moradora de Guaianases, zone leste paulistana –e não vive no Crusp, conforme disse Veja. Para completar, mais um erro: nem Rafaela nem Arielli são filiadas ao Partido dos Trabalhadores, acusação feita por Azevedo, Andrea Matarazzo e pelo vereador Floriano Pesaro. Pelo contrário, as meninas são críticas ao governo Dilma Roussef e ao PT. A seguir os principais trechos da conversa com Arielli (que está de fato na foto) e Rafaela (que Veja “colocou” na foto):</p>
<p><strong>ARIELLI, Você pode por gentileza descrever como foi aquele momento da discussão com Andrea Matarazzo?<br />
</strong>No momento da foto estávamos cantando o refrão “Alckimin, seu matador! Assassinando o povo trabalhador!”. Isso tem sido cantado por ativistas do movimento social do país inteiro, que estão organizando atos exigindo que o PSDB pague pelo sofrimento que tem causado, como no caso do Pinheirinho. [O secretário] apontou o dedo pra mim e me chamou de “mal-educada”. De fato, para a ideologia burguesa, hipocrisia é sinônimo de educação, e dizer a verdade sem meia palavras não é de bom tom. Tomado pelo ímpeto professoral de quem insiste em dar “aulas de democracia”, ele continuou se aproximando e me chamando de mal-educada. Em seguida um de seus assessores conseguiu convencê-lo a entrar no carro, e ele foi embora.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Ele diz que você cuspiu na cara dele, isso é verdade?</strong><br />
Não. Depois que a foto foi veiculada para todo canto, vi que ele me acusou de ter cuspido nele. Não me surpreende nada que uma pessoa que está de mãos dadas com a especulação imobiliária há tanto tempo tenha que inventar uma mentira dessas para justificar a postura truculenta. Afinal não pega bem uma foto com o dedo na cara de uma manifestante em ano de eleição. Andrea Matarazzo é filho da elite paulistana e tem uma história no PSDB. Ele é o responsável pela elaboração do projeto “Nova Luz”, que visa “revitalizar” o Centro à moda tucana, ou seja, expulsando e eliminando a população em situação de rua. Também foi ele quem assinou o projeto de calçada “anti-mendigo”.<br />
[Abaixo o vídeo do momento da discussão, em que se ouve que outra frase repetida diversas vezes pelo secretário: “Estraguem meu carro”, dita em tom desafiador]</p>
<p><center><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LbCGoYXgoU4?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LbCGoYXgoU4?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></p>
<p><strong>Por que você resolveu ir ao MAC?<br />
</strong>Enquanto a elite paulistana finge ser educada inaugurando seus museus, sujam as mãos de sangue no massacre do Pinheirinho. A cada dia que passa se desfaz o mito de uma operação de desocupação pacífica. Há relatos de feridos e desaparecidos que ainda não localizados depois da ação da PM. Fui então na inauguração do MAC porque vi na internet que Alckmin e Rodas [João Grandino Rodas, reitor da USP] estariam lá. Fomos protestar contra a ação da PM na USP, na Cracolândia e no Pinheirinho. Tanto Rodas quanto Alckmin defendem um projeto de sociedade contrário ao meu e de centenas de ativistas do movimento social. E é contra esse projeto que precisamos lutar, não apenas dentro dos muros da universidade. Não me surpreende que ambos tenham mostrado o quanto são covardes ao não comparecer a inauguração.</p>
<p><center><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a href="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/o-estado-de-sao-paulo_29012012.jpg"><img title="Arielli e o conde no Estadão de domingo" src="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/o-estado-de-sao-paulo_29012012.jpg" alt="o estado de sao paulo 29012012 VEJA e Reinaldo Azevedo erram feio e Falha entrevista a verdadeira estudante da USP que discutiu com Andrea Matarazzo no MAC" width="240" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Arielli e o conde no Estadão de domingo</p></div></center></p>
<p><strong>O que você achou de aparecer na capa de jornais e em grandes portais com o secretário?<br />
</strong>A exposição assusta um pouco, mas não estou ali expondo apenas minha individualidade, o clique registra não apenas a minha indignação, mas a de minha geração, junto comigo tinham vários estudantes, poderiam ter fotografado qualquer um de nós. A repercussão está relacionada também ao fato de que as pessoas estão tomando conhecimento do que aconteceu no Pinheirinho e está ficando difícil para mídia esconder os fatos, como faz normalmente.</p>
<p><strong>O que você diria às pessoas que afirmam que todo estudante da USP é maconheiro e vagabundo?<br />
</strong>Na minha opinião ser estudante de uma universidade pública é mais do que assistir as aulas e conseguir um diploma. Temos a responsabilidade de ter uma visão crítica sobre o que acontece ao nosso redor. Quando a mídia tenta colocar rótulos sobre os estudantes ela não está fazendo nada além de reduzir a opinião das pessoas, com o objetivo de impedir que elas se expressem. Não é à toa que nunca vimos uma entrevista completa de um estudante sobre uma pauta do movimento social veiculada pela grande mídia.</p>
<p><strong>O que você acha do Reinado Azevedo? E da mídia convencional em geral?<br />
</strong>Infelizmente Reinaldo Azevedo não tem sua licença de jornalista cassada, então segue cumprindo um desfavor para a comunicação, sem qualquer tipo de compromisso ético. Ao invés de argumentar sobre a nossa atitude, reduziu o protesto a mim e tentou me desmoralizar com fotos e piadinhas de mau gosto. O mais preocupante é vê-lo incitando a violência contra os manifestantes e apoiando a atitude truculenta do secretário, fazendo coro com o fascismo e com o nazismo. Vendo o que significam esses momentos na história do mundo acredito que não se deve incitar esse tipo de ação como esse “jornalista” faz usualmente.</p>
<p><strong>O vereador Floriano Pesaro, que estava ao lado de Andrea, classificou vocês de “pseudo-manifestantes” e “nazipetistas”. O que você acha disso?<br />
</strong>Se fôssemos inocentes diríamos que o vereador está mal informado. Mas, sabendo de quem se trata, diria que ele tenta fazer as pessoas acreditarem que estamos fazendo isso porque é ano de eleição. Minha militância é ativa independente desses períodos. Sou militante do PSTU e milito contra as injustiças sociais que estes senhores seguem perpetuando. Mas é claro que eles não podem compreender o que isso significa. Para eles a situação dos trabalhadores brasileiros que passam fome e não tem onde morar não passam de números em seus relatórios.</p>
<p><strong>Você é filiada ao PT? O que você acha do Partidos dos Trabalhadores, de Lula e de Dilma?<br />
</strong>Assim como Lula, a Presidente Dilma tem a confiança da maioria dos trabalhadores do país e tem o poder do Estado. Se ela quiser pode resolver a vida de todos os moradores do Pinheirinho desapropriando o terreno e o transformando em área de interesse social. Não é possível que ela se omita enquanto um massacre segue acontecendo. Quem de fato está ao lado dos trabalhadores não pode ficar apenas na torcida.<br />
<strong><br />
O que você acha dessa história de “acusarem” de petistas todos os que criticam Alckmin ou Kassab? Só petistas ou filiados a outros partidos de esquerda desaprovam o governo e protestam contra eles?<br />
</strong>É claro que não. Eles fazem essas acusações rasas –para dizer o mínimo– para perpetuar a visão maniqueísta deles. Essa polarização entre o PT e o PSDB é falsa. As pessoas se mobilizam quando as contradições entre a vida e nossa consciência se tornam tão agudas que se torna impossível suportar calado, e isso não depende de nenhum partido ou tampouco de quantos livros marxistas você leu na vida.</p>
<p><center><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/arielli-na-rua-de-noite.jpg"><img title="A estudante no centro paulistano, em foto de seu Facebook" src="http://desculpeanossafalha.com.br/wp-content/uploads/2012/01/arielli-na-rua-de-noite.jpg" alt="arielli na rua de noite VEJA e Reinaldo Azevedo erram feio e Falha entrevista a verdadeira estudante da USP que discutiu com Andrea Matarazzo no MAC" width="640" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">A estudante no centro paulistano, em foto de seu Facebook</p></div></center></p>
<p><strong>Por fim, Reinaldo Azevedo chamou-a de “burguesote”. Você é de família rica?<br />
</strong>Durante o ato alguns dos presentes também nos acusaram de “burguesinhos” ou “filhinhos de papai”. Eu sou de uma família de classe média baixa do interior (Tatuí-SP), e acredito que não importa da onde você veio, mas sim ao lado de quem você quer estar.</p>
<p><strong>AGORA FALA RAFAELA MARTINELLI, TAMBÉM ESTUDANTE DE LETRAS DA USP, E QUE FOI “COLOCADA” NA FOTO POR VEJA</strong><br />
<strong>RAFAELA, o que você achou de ser identificada erroneamente como a “garota da foto” Por Reinaldo Azevedo no site da Veja?<br />
</strong>Eu não tenho paciência pro jornalismo de quinta categoria da Veja. Eles não fazem nem questão de disfarçar a parcialidade deles. Como um texto tão chulo –independente da posição que defenda– pode ser considerado jornalismo? É nojento.</p>
<p><strong>Você estava no protesto do MAC? Se sim, por favor fale um pouco como foi lá.<br />
</strong>Sim. Quando vi que teríamos em SP um evento que juntaria Matarazzo, Alckmin e Rodas no mesmo lugar pensei que não poderíamos deixar passar. Aí criei um evento no Facebook. Não imaginava que daria certo, mas felizmente deu. O governador não apareceu, e aí já temos um problema: um governador que esconde a cara da população não é digno de confiança nenhuma. E não tinha motivo pra se esconder. Ninguém lá, além da PM, estava armado ou coisa parecida. O reitor da USP viu os manifestantes de dentro do carro e foi embora. Ainda lá no evento conseguimos cercar o Maluf e o Matarazzo. Fizemos algumas perguntas desconfortáveis pro Maluf até que ele foi embora. Depois fizemos o mesmo com o Matarazzo, mas ele e os homens que o acompanhavam foram bem mais agressivos. Um dos manifestantes revidou e foi imobilizado pela PM. O que eu achava mais bizarro é que esses engravatados é que vinham pra cima dos manifestantes e era a nós que a polícia repreendia. É só olhar as fotos! Tem um homem de camisa rosa que aparece em várias delas, claramente exaltado, que veio pra cima de vários de nós. Eu tentei impedi-lo de bater num manifestante e tomei um soco no braço e um empurrão. A maior agressão que partiu dos manifestantes foi uma ovada e, francamente, diante de toda a repressão policial que temos presenciado ultimamente, chamar uma ovada de “violência” é risível.<br />
[Abaixo o vídeo do rapaz de camisa rosa que estava com Andrea Matarzzo e o vereador Floriano Pesaro e partiu pra cima dos manifestantes]</p>
<p><center><object width="640" height="480"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IcccGxF-x18?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IcccGxF-x18?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="480" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></p>
<p><strong>O que você diria às pessoas que pensam que todo estudante da USP é maconheiro e vagabundo?<br />
</strong>Infelizmente essa é uma reação normal. As pessoas falam que há certas formas de manifestação que não são corretas. Concordo, mas em 2009 na USP atiramos flores nos policiais e fomos chamados de vândalos. Acho que chegamos ao ponto crítico em que qualquer movimento mínimo que ouse nos tirar da “normalidade” será chamado de vandalismo. Depois da manifestação, uma senhora me abordou e disse que deveríamos estar protestando contra a corrupção. Disse a ela que demonstrar repúdio a um governo que subsidia canalhas como o Naji Nahas e o João Grandino Rodas é uma forma muito concreta de se manifestar contra a corrupção, que não adianta achar que “corrupção” é só uma questão de caráter: há um sistema por trás. Batemos um papo lá e ela até apertou minha mão depois. Quer dizer, no fim das contas, acho que o caminho é esse: tirar as pessoas da zona de conforto, do diletantismo e da indignação inócua e fazê-las tomar um posicionamento. Para isso servem as manifestações.</p>
<p><strong>O vereador Floriano Pesaro, que estava ao lado de Andrea, chamou vocês de “pseudo-manifestantes” e “nazipetistas”. O que você acha disso?</strong><br />
Qual é o critério para se definir quem são “pseudo-manifestantes” ou manifestantes “de verdade”? E nazista pra mim é quem promove políticas de extermínio como no Pinheirinho e na Cracolândia.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Você é filiada ao PT?</strong><br />
Não sou filiada a nenhum partido..</p>
<p><strong>Reinaldo disse que você é da comunidade Marxismo e PT, isso é verdade? Você está em alguma comunidade do tipo no Facebook?</strong><br />
Eu sigo no Facebook uma corrente do PT que se chama “Esquerda Marxista”, assim como também sigo muitos outros partidos, correntes e movimentos sociais.</p>
<p><strong>O que você acha desa história de “acusarem” de petistas todos os que criticam Alckmin ou Kassab? Você acredita que só petistas desaprovam e protestam contra eles?<br />
</strong>O PT é a maior oposição ao PSDB na grande política, então é natural que associem qualquer tipo de oposição ao PT. Mas acreditar nisso é um tanto absurdo…</p>
<p>Do <a href="http://desculpeanossafalha.com.br/veja-e-reinaldo-azevedo-erram-feio-e-falha-entrevista-a-verdadeira-estudante-da-usp-que-discutiu-com-andrea-matarazzo-no-mac/">Desculpe a nossa Falha</a></p>
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		<title>Duas notícias que VEJA e o restante da mídia não gostam de dar</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 12:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carlos Augusto Abicalil]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira é que fui absolvido em mais um processo judicial em Brasília, parte dos vários que moveram contra mim quando de minha saída do governo e de cassação do meu mandato de deputado federal. Tenho sido absolvido em todos os julgados desde então. A segunda notícia é que a VEJA foi condenada a pagar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira é que fui absolvido em mais um processo judicial em Brasília, parte dos vários que moveram contra mim quando de minha saída do governo e de cassação do meu mandato de deputado federal. Tenho sido absolvido em todos os julgados desde então. A segunda notícia é que a VEJA foi condenada a pagar indenização por danos morais ao deputado Carlos Augusto Abicalil (PT/MT).<br />
No meu caso, a Justiça Federal concluiu “não haver qualquer indício de ato de improbidade” cometido por mim durante o período em que fui ministro de Estado, em que exerci a chefia da Casa Civil da Presidência da República, no primeiro governo Lula. Por isso determinou a retirada de meu nome de processo movido na 9ª Vara Federal Judiciária do Distrito Federal.</p>
<p>A ação por improbidade administrativa havia sido proposta pelo Ministério Público Federal – o mesmo que, sem relacionar nenhum fato concreto, nenhuma prova, acusou-me de comandar um suposto esquema de compra de votos.</p>
<p><strong>Propuseram cinco ações sobre os mesmos fatos</strong></p>
<p>Esta denúncia, que a mídia chama de mensalão, jamais foi comprovada, mas deu origem ao processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) e a mais cinco contra mim &#8211; entre estes o que agora acaba de inocentar-me.</p>
<p>Em sentença publicada no Diário da Justiça, o juiz da 9ª Vara, Alaor Piacini, acolheu defesa e me excluiu liminarmente da ação. Considerou não haver quaisquer indícios de ato de improbidade praticados por mim e criticou os procuradores da República por proporem cinco ações de improbidade versando sobre os mesmos fatos.</p>
<p>No caso do deputado Carlos Abicalil, a indenização por danos morais é de R$ 20 mil, a ser paga solidariamente pela Editora Abril e pelos autores da reportagem &#8220;Não li e não gostei&#8221; veiculada na VEJA edição de nº 1938, veiculada em 11 de janeiro de 2006.</p>
<p><strong>Sobre Abicalil, informações inverídicas e injuriosas</strong></p>
<p>Na matéria os repórteres afirmam que Abicalil teria sido escalado para integrar a CPI dos Correios (2005) com a incumbência de tentar melar o andamento das investigações em relação ao chamado &#8220;mensalão&#8221;. A justiça reconheceu que a revista publicou afirmações inverídicas e injuriosas.</p>
<p>Na sentença o juiz considerou que houve extrapolação da ré (VEJA) no seu direito de informar e noticiar fatos. De acordo com o magistrado, ao atribuírem a pecha de &#8220;especialista em trabalhos sujos&#8221; ao deputado, os autores do texto lançaram conceitos lesivos à honra do parlamentar.</p>
<p>O relator do recurso confirmou a condenação imposta pelo juiz afirmando: &#8220;a dignidade da pessoa humana é um bem tão importante que está garantido na Constituição Federal. A liberdade de imprensa não autoriza o uso de palavras injuriosas que acarretem danos à honra e à imagem dos indivíduos&#8221;.</p>
<p>Do <a href="http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;&amp;id=14324&amp;Itemid=2">Blog do Zé Dirceu</a></p>
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		<title>VEJA quer calar a democracia</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 10:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Juízes para a Democracia (AJD)]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes da usp]]></category>
		<category><![CDATA[judcialização]]></category>
		<category><![CDATA[macarthismo]]></category>
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		<category><![CDATA[veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Tolice suprema, coleção formidável de bobagens, condoreirismo cafona. Com esses e outros adjetivos ainda piores, o jornalista Reinaldo Azevedo iniciou, em seu blog, uma onda de ataques da revista VEJA à Associação Juízes para a Democracia (AJD).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marcelo Semer</strong></p>
<p>Tolice suprema, coleção formidável de bobagens, condoreirismo cafona.</p>
<p>Com esses e outros adjetivos ainda piores, o jornalista Reinaldo Azevedo iniciou, em seu blog, uma onda de ataques da revista VEJA à Associação Juízes para a Democracia (AJD).</p>
<p>Nos posts que buscavam detonar a associação por uma nota crítica à ação da Polícia Militar na USP, sobrou até para os educadores que seguem Paulo Freire: &#8220;idiotas brasileiros e cretinos semelhantes mundo afora&#8221;.</p>
<p>O nível do artigo já se responde por conta própria.</p>
<p>Todavia, na edição impressa que veio às bancas no sábado último, o editor-executivo da revista subscreveu um texto que, sem qualquer constrangimento ou escrúpulo político, comparou a associação a um tribunal nazista.</p>
<p>O descompromisso com a razão nem é o que mais ressalta no artigo -a foto gigantesca de pupilos de Hitler, fora de tom ou propósito, só se explica como um ato falho. No artigo, Carlos Graieb utiliza expressões que se encaixariam perfeitamente no ideário nazista: propõe dissolver a associação &#8220;política&#8221; ou impedir que seus membros usem a toga.</p>
<p>Reinaldo Azevedo, com ainda menos pruridos no mundo virtual, explicitou, numa ação que evoca o macarthismo, os nomes de todos os diretores, representantes e membros de conselhos da entidade, alertando leitores para que jamais aceitem ser julgados por estes juízes.</p>
<p>Que competência ou legitimidade para a posição soi-disant de corregedor ele tem não se sabe. Mas seus seguidores foram instados a identificar os juízes associados pelo próprio colunista, que deu status de artigo a mensagem de um advogado falando do desembargador &#8216;liberal&#8217; apreciador de samba.</p>
<p>VEJA está aturdida e indignada com a afirmação de que existe direito além da lei. Os nazistas também ficavam, porque as barbáries escritas no período mais negro da história da humanidade eram legais. Jamais deixaram de ser barbáries por causa disso.</p>
<p>A prevalência dos princípios constitucionais é o que propunha, sem grandes novidades, a nota da Associação Juízes para a Democracia. Se juízes não podem fazê-lo em um estado democrático de direito, na tutela da Constituição que prometeram defender, algo definitivamente está errado.</p>
<p>Mesmo para quem conhece a linha editorial de VEJA, cuja partidarização na política é sobejamente criticada, espanta que o interesse em calar quem pensa de outra forma, parta justamente de um órgão de imprensa.</p>
<p>Que a falta de pluralismo de suas páginas já fosse, por assim dizer, um oblíquo atentado à liberdade de expressão, o explícito intuito de extirpar opiniões contrárias não deixa de ser aterrorizador. Sob esse prisma, lembrar o nazismo não é mais do que medir o outro com a própria régua.</p>
<p>A Associação Juízes para a Democracia tem vinte anos de serviços prestados ao debate institucional na magistratura e fora dela &#8211; e eu me orgulho de fazer parte dessa história quase por inteiro.</p>
<p>A AJD tem entre seus objetivos o respeito incondicional ao estado democrático de direito e jamais deixou de denunciar quando este se fez ameaçado. Bate-se sem cessar pela independência judicial e é militante na consideração do juiz como um garantidor de direitos.</p>
<p>A promoção permanente dos direitos humanos, compartilhada com inúmeras outras entidades da sociedade civil, sempre incomodou aos que se candidatam a porta-voz dos poderosos. Mas recusamos o propósito de quem quer fazer da democracia apenas uma promessa vazia.</p>
<p>A associação nunca se opôs a criticar o elitismo no próprio Judiciário, nem temeu se mostrar favorável à criação de um órgão para exercer o controle externo. Tudo por entender que desempenhamos, sobretudo, um serviço essencial ao público &#8211; o que levou a AJD a participar da Reforma do Judiciário propondo, entre outros temas, o fim das sessões secretas e das férias coletivas.</p>
<p>Anticorporativista, a associação jamais defendeu valores em benefícios próprios, o que pode ser incompreensível em certos ambientes. Recentemente, bateu-se pela legalidade da instauração de processos administrativos contra juízes pelo Conselho Nacional de Justiça, na contramão de interesses de classe.</p>
<p>Em vinte anos, seus membros têm sido convidados a participar de vários debates no Poder Judiciário, no Congresso Nacional e também na mídia.</p>
<p>O exercício contínuo da liberdade de expressão, que fascistas de todo o gênero sempre pretenderam mutilar, não vai ceder ao intuito de quem pretende impor sua visão e seus conceitos como únicos.</p>
<p>VEJA não está em condições de ensinar estado de direito, se desprestigia a liberdade de expressão.</p>
<p><strong>Marcelo Semer</strong> é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de &#8220;Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho&#8221; (LTr) e autor de &#8220;Crime Impossível&#8221; (Malheiros) e do romance &#8220;Certas Canções&#8221; (7 Letras). Responsável pelo <a href="http://blog-sem-juizo.blogspot.com/" target="_blank">Blog Sem Juízo</a>.<br />
Fale com Marcelo Semer: <a href="mailto:%20marcelo_semer@terra.com.br">marcelo_semer@terra.com.br</a> ou siga<a href="http://www.twitter.com/marcelo_semer">@marcelo_semer</a> no Twitter</p>
<p>Do <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5506735-EI16410,00-VEJA+quer+calar+a+democracia.html">Terra Magazine</a></p>
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		<title>Faxina na revista Veja evolui para lambança</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 23:10:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Eurípedes Alcântara]]></category>
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		<description><![CDATA[Tal qual os ministros que se aferram aos cargos, redator chefe Mario Sabino tentou usar a imprensa para ficar em Veja; mas diretor de redação Eurípedes Alcântara já redigira o elogioso golpe de misericórdia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marco Damiani_247 – Reconhecidamente, a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, é uma das melhores repórteres do País. Profissional cobiçada por todas as redações, autora de furos históricos que se misturam ao cotidiano de informações quentes, úteis e charmosas publicadas sob a sua chancela na segunda página da Folha Ilustrada – e tantas vezes em destaque na primeira página do jornal.</p>
<p>Hoje, em confiança a um colega de profissão (se bem que, para o Eurípedes Alcântara, Mario Sabino, aquela fonte, está determinado ‘a deixar a profissão’), a coluna da Mônica dá voz a uma mentira. Ou, ao menos, a uma tentativa de drible na verdade feita a partir de uma total desconsideração pelos melhores valores que existem entre fonte e jornalista. Que feio, Mario!</p>
<p>Cumprindo o papel de checar o que, àquela altura, circulava no universo da internet como um forte rumor, a partir de nota publicada no blog do jornalista Luís Nassif que obteve confirmação em Brasil 247 e aqui virou manchete, a coluna da Mônica fez o certo. Foi ouvir o pivô da notícia, o redator chefe de Veja Mario Sabino. E Mario Sabino fez o errado. Em lugar de contar a real, soltou uma conversa pelo lado do avesso. Garantiu que, ao contrário do que se dizia, ele permaneceria na revista. Firme e forte, todo pimpão, esnobando propostas milionárias que lhe aparecem “todos os anos”. É o que se conclui na leitura da nota ‘Convite’, da referida coluna, hoje. Em tempo: a nota diz que o destino negado por Sabino seria um posto de sócio na Companhia de Notícias, a CDN consolidada como a maior empresa de comunicação corporativa do País. Mas existe crédito para quem tenta ultrapassar a imprensa trabalhar com a imprensa? É o que se vai descobrir.</p>
<p>O que leva um sujeito como Sabino que trabalha, em tese, com a matéria-prima da verdade, a tirar do rumo certo uma coluna exemplar? Tem de ser muito folgado – e não ter o menor apreço pelo trabalho do outro. Do contrário, porque não simplesmente atender a reportagem e, uma vez incomodado em ser personagem da notícia, pedir para falar ‘in off’, avisar que não pode contar o que sabe, solicitar um tempo para deixar o quadro se aclarar? Tudo isso e mil outras alternativas são mais dignas do que falsear. Ainda mais para quem tem a responsabilidade de ser redator chefe da revista de maior circulação do País, quarta do mundo – era assim que se dizia no meu tempo em Veja &#8211;, em conversa séria com uma das principais colunas de informação dos jornais brasileiros. Nesse movimento, ele se assemelhou ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que já sem condições de permanecer no cargo, se aferra à cadeira, buscando de maneira desesperada ficar. Um espetáculo lamentável.</p>
<p>Pode ter acontecido, no entanto, de Sabino ter realmente dito a verdade – considerar, ali por volta da hora do almoço de ontem, que realmente estava mantido no seu cargo em Veja. Se foi assim, quem mentiu, então, foi o diretor de redação da mesma publicação, Eurípedes Alcântara. Senão, vejamos a nota oficial que está no alto do sítio da revista na internet:</p>
<p><strong>Nota do diretor à redação</strong></p>
<p><em>Meus caros,</em></p>
<p><em>antes que prevaleçam a maledicência e a desinformação, matérias-primas dos bucaneiros da internet, gostaria de esclarecer o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA. Havia um ano eu tentava dissuadir o Mario da determinação de deixar a profissão. Ele argumentava que o exercício do jornalismo já não lhe proporcionava a mesma satisfação. Embora eu apontasse que ele continuava a desempenhar suas atribuições com a responsabilidade, brilhantismo, ousadia e originalidade de sempre, Mario foi consolidando sua decisão de mudar de rumos profissionais.</em></p>
<p><em>Na semana passada, finalmente, Mario Sabino me procurou para dizer que seguiria mesmo outro caminho.</em></p>
<p><em>A decisão do Mario representa uma grande perda – para nós da redação de VEJA e para o jornalismo. Ele esteve ao meu lado durante quase oito anos, no cargo que ainda exercerá até o início do próximo ano, sempre como a melhor companhia que um diretor de redação pode ter na trincheira do jornalismo rigoroso e independente. Perco o convívio de um amigo, mas não a sua amizade. Fica conosco sua lição de profissionalismo intenso e de apego exacerbado à busca da verdade, para ele mais do que uma simples virtude, uma razão de vida. Sob essa ótica, farei e anunciarei nas próximas semanas as mudanças que a decisão do Mario acarreta.</em></p>
<p><em>Eurípedes Alcântara</em></p>
<p><em>Diretor de Redação</em></p>
<p>Uau! Alguém nessa história está, como diz o Neto, “de brincadeira” – e com coisa séria. O atual diretor de redação de Veja é o mesmo profissional que, no dia em que o saudoso Tales Alvarenga morreu, correu do sepultamento para seu computador para escrever um editorial de rasgados elogios ao falecido. Em vida, no mesmo dia em que foi escolhido para o seu cargo atual, Eurípedes voou de sua nova sala para o gabinete do então presidente da Editora Abril, Roberto Civita, de par com o igualmente recém nomeado diretor de redação da revista Exame, Eduardo Oinegue, para dizer ao patrão que, sim, aceitava a missão de bom grado – mas, principalmente, para dizer que não poderia trabalhar com a fórmula criada pelo próprio Civita de deixar o Tales, que saia da Direção de Redação de Veja, como coordenador maior das duas estruturas editoriais da casa, Veja e Exame. Quer dizer: assim que foi empossado no novo cargo pelo antigo chefe, saltou escada acima para solapar a nomeação dele como, outra vez, seu novo chefe! Um golpe rápido e certeiro de dar inveja ao Barba Negra e ao Capitão Gancho.</p>
<p>Talvez por isso, agora, em sua nota à redação, Eurípedes tenha falado em &#8220;bucaneiros&#8221;. Mais tarde, repita-se, escreveu o editorial de elogios ao profissional que, de mãos dadas com Oinegue, apunhalou. O que está na nota de hoje, à luz desse passado de postura rasteira em momento de luta interna, é, portanto, suspeito. Os elogios ali empilhados a Mario Sabino são tão verdadeiros quanto aqueles escolhidos no editorial sobre o Tales? Ou a nota foi escrita para não dar tempo ao redator chefe de voltar atrás em suas deprimidas reflexões sobre “deixar a profissão”? Em lugar de esperar uma volta de quem não foi – assim foi dito por Sabino à Folha de hoje &#8211;, Euripa (ele é assim chamado, carinhosamente, por alguns em Veja) adiantou o serviço e consolidou “o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA”. Isso mais parece um pé nos costados, bem ao estilo, como já se viu, do Diretor de Redação.</p>
<p>Por estas e outras que certamente ainda irão aparecer, o que era para ser apenas e tão somente um movimento de faxina ética em Veja, dado o radicalismo à direita empreendido na gestão de Mario Sabino como redator chefe da revista, evoluiu para uma autêntica lambança. Acrescida pela entrada no imbróglio do notório Reinaldo Azevedo, que em seu blog, sob o guarda-chuva de Veja, faz um joguinho de ‘de’ e ‘da’ que ele próprio derruba, uma vez que, primeiro, faz disso uma diferença e, em seguida, uma igualdade. Ao que parece, Euripa tirou Sabino de Veja, mas Azevedo, sem poder, queria que ele ficasse. Para melhor juízo do leitor, eis o que o líder do nosso Tea Party postou na madrugada:</p>
<p><em>Mario Sabino vai sair DE VEJA, mas não DA VEJA</em></p>
<p><em>É verdade: Mario Sabino vai sair de VEJA. Não pelos motivos que fariam a satisfação de certa canalha. Mario sai de VEJA, mas não da VEJA. Esse artigo definido que somo à preposição implica, como deixa claro um texto a seguir, que permanece uma cultura, de que Mario é fruto e promotor. Ao longo do dia, as legiões do ressentimento, do ódio, da vulgaridade e do obscurantismo ficaram enviando mensagens para este blog: “E aí, tá com medo?”. O que tenho escrito nestes últimos dias evidencia: tenho não exatamente medo, mas asco, é da irrelevância, da inveja e da estupidez em que essa gente navega.</em></p>
<p><em>Abaixo, segue uma nota inequívoca, clara, e solar de Eurípedes Alcântara, Diretor de Redação da VEJA. Fala por si mesma. Os profissionais de VEJA e da VEJA lamentam a saída de Mario Sabino. Todos sabemos que, em seu novo caminho, atuará com o brilho, o rigor e a competência de sempre. Leia a nota de Eurípedes (publicada acima*).</em><br />
Do que deu para entender, Sabino, agastado, pediu para sair, resolveu ficar, plantou notícia na imprensa neste sentido, Euripa fez que não viu, consolidou a demissão do muy amigo e Azevedo chorou a perda.</p>
<p>Do <a href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/midiatech/26468/Faxina-na-revista-Veja-evolui-para-lamban%C3%A7a.htm">Brasil 247</a></p>
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		<title>Mario Sabino ou o dia em que matei meu pônei</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 23:00:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com a queda de Mario Sabino, o jornalismo brasileiro respira melhores ares; em Veja, ele foi o grande responsável pela degradação editorial de uma revista que, sim, já foi admirada por grande parte dos profissionais de imprensa no Brasil. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo Attuch_247 - Um mês atrás, estive em Recife, participando de um debate com dois grandes jornalistas brasileiros: Fernando Morais, que já vendeu mais de 5 milhões de livros, com seus romances e biografias, e Raimundo Rodrigues Pereira, ex-editor da Realidade e criador do Movimento, durante a ditadura militar. Ambos já escreveram em Veja, mas se viram forçados a se explicar à plateia, dizendo que trabalharam &#8220;naquela Veja&#8221;, não &#8220;nesta Veja&#8221;. Em Brasília, um de meus bons amigos é o jornalista Hélio Doyle, professor renomado da UnB, colunista deste Brasil 247 e também ex-editor de Veja. Doyle, com frequência, é cobrado pelos alunos sobre essa grave mancha em seu currículo &#8211; e ele, com frequência, dá explicações semelhantes às de Fernando Morais e Raimundo Pereira. Doyle trabalhou &#8220;naquela Veja&#8221;, não &#8220;nesta Veja&#8221;. Um tanto mais jovem do que os três colegas aqui citados, eu também trabalhei em Veja, no início da minha carreira jornalística, em 1994. Infelizmente, numa revista que já deixava de ser &#8220;aquela&#8221; para se transformar &#8220;nesta&#8221; Veja. Onde os editores babavam, como chacais, diante da primeira alternativa de destruir uma reputação. Vivi, por exemplo, o caso do embaixador Rubens Ricupero e de suas inconfidências parabólicas. Nada contra cobrir o caso em si &#8211; o modo de cobertura é que já revelava a transformação daquela revista nesta revista. E, quando saí, fui aconselhado pelo ex-chefe a ser mais &#8220;filho da puta&#8221; &#8211; nesses termos. Caso contrário, não teria futuro algum na publicação.</p>
<p>Felizmente, naquele breve período, não tive o desprazer de conhecer Mario Sabino. Ele era ainda um personagem secundário, mas que, rapidamente, absorvia a cultura que, com ele, atingiu seu zênite. Anos depois, quando trabalhei na Editora Três, soube que Sabino foi demitido do cargo de editor de cultura da Istoé por um comentário, numa reportagem sobre o escritor Paulo Coelho, que já revelava parte de seu caráter. Algo jocoso, na linha do &#8220;cada país tem o escritor que merece&#8221;. Domingo Alzugaray, dono da editora Três, sempre foi um gentleman. Um dos barões mais cordatos da imprensa brasileira. Que seria capaz de admitir uma crítica profissional a um autor, mas não ao público, de maneira geral e indiscriminada.</p>
<p>Por que Sabino teria agido desta maneira em relação a Paulo Coelho? Talvez devido ao fato de ser um escritor frustrado. Seus livros só fizeram sucesso, realmente, nas páginas de Veja. O primeiro deles, &#8220;O dia em que matei meu pai&#8221;, recebeu críticas mandatórias elogiosas na publicação, misturando interesses públicos e privados, e de forma questionável foi incluído na lista de mais vendidos de Veja. Poucas pessoas se deram ao trabalho de ler, mas quem viu enxergou, na obra, os primeiros sinais de conflitos psicológicos internos do autor, que foram levados ao comando editorial da maior revista semanal brasileira. O segundo, chamado &#8220;O vício do amor&#8221; e lançado nesta semana no programa do Jô Soares, é também sério candidato ao anonimato literário, apesar do esforço de divulgação.</p>
<p>Em Veja, Sabino deu provas reiteradas de seu caráter. Anos atrás, quando Istoé publicou uma capa sobre um erro da revista da Editora Abril, que destruiu a carreira de Ibsen Pinheiro colocando três zeros a mais num extrato bancário, Veja respondeu na semana seguinte. Numa matéria sobre a concorrente, Sabino classificou em vários trechos o jornalista Hélio Campos Mello, ex-diretor de redação da Istoé e atual dono da Brasileiros, como um reles &#8220;fotógrafo&#8221; &#8211; na lógica de Sabino, fotógrafos são seres inferiores a escritores frustrados. E seu estilo de ataque lembra o de pessoas que, quando enfrentam adversários, molham a pontinha do dedo com saliva e dizem: &#8220;Eu te afogo&#8221;.</p>
<p><strong>A chegada de Fabio Barbosa</strong></p>
<p>O caso Hélio Campos Mello foi apenas um dos inúmeros exemplos daquilo que Luis Nassif classificou como &#8220;assassinatos de reputação em série&#8221;, praticados por Mario Sabino. Assassinatos que se tornaram mais notórios na esfera política, mas que também atingiram os meios cultural, artístico e até jornalístico. Sabino tinha um chefe, Eurípedes Alcântara, que continua em Veja, mas era dele a mão pesada e irresponsável da publicação. Eurípedes, ao contrário, é suave e educado.</p>
<p>Neste ano, quando a Editora Abril anunciou a contratação de Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander, para o comando do grupo, com poderes inclusive sobre a área editorial, ficou claro e cristalino que os dias de Mario Sabino estariam contados em Veja.</p>
<p>Barbosa tem nome, currículo e reputação. Não jogaria tudo na lata de lixo para preservar um nome que não é querido na própria casa &#8211; sim, a redação de Veja, nesta sexta-feira, amanheceu em festa. E, aqui no 247, passamos a escrever o óbvio, desde o dia em que Fábio Barbosa foi anunciado. Mario Sabino estava prestes a cair.</p>
<p>Alguns diziam que estávamos torcendo ou tentando organizar a sucessão em Veja. Na verdade, estávamos apenas interpretando uma realidade cristalina. Sabino teve ainda a má sorte de se arriscar ainda mais, na semana em que foi anunciada a chegada de Fábio Barbosa. Com o chefe Eurípedes Alcântara em férias, ele organizou a reportagem sobre José Dirceu que terminou numa delegacia de polícia devido ao fato de um repórter ter tentado invadir um quarto de hotel em Brasília.</p>
<p>O ex-presidente do Santander não toleraria condutas desse naipe, como também misturas entre interesses públicos e privados numa publicação tão relevante como é a revista Veja. Exemplo: Felipe Patury, hoje colunista de Época, deixou a publicação da Abril porque não teve liberdade para escrever sobre o faustoso casamento do criminalista Roberto Podval em Capri, onde um dos convidados foi Sabino. Semanas depois, Podval, que já defendeu Sabino em processos judiciais, foi brindado com uma entevista de páginas amarelas, que lançava seu nome para a disputa da OAB &#8211; a chapa, jocosamente, já é chamada pelos adversários de &#8220;Pepino di Capri&#8221;.</p>
<p>Nesta sexta-feira, o jornalismo brasileiro amanheceu melhor. Respira, novamente, bons ares. Todos que já trabalharam em Veja torcem para que um dia possam voltar a ler &#8220;aquela&#8221; Veja &#8212; e não &#8220;esta&#8221; Veja.</p>
<p>Comenta-se que Mario Sabino irá trabalhar na Companhia de Notícias, uma assessoria de imprensa do bom jornalista e bom amigo João Rodarte. Se é verdade, a CDN saiu perdendo. Essa atividade exige, sobretudo, bom relacionamento entre os pares.</p>
<p>E não há um profissional brasileiro que tenha construído tantos inimigos em tão pouco tempo como Mario Sabino. Amigos, talvez ele tenha dois: Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo.</p>
<p>Bom, paremos por aqui, porque o Brasil amanheceu nesta sexta com um sol radiante.</p>
<p>Do <a href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/midiatech/26419/Mario-Sabino-ou-o-dia-em-que-matei-meu-p%C3%B4nei.htm">Brasil 247</a></p>
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		<title>Anonymous desmascara a Veja: Um show de manipulação</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 17:27:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Veja desta semana tenta linkar o movimento Anonymous com os protestos anti-corrupção no Brasil, utilizando a máscara de Guy Fawkes, símbolo do movimento, em sua capa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Veja desta semana tenta linkar o movimento Anonymous com os protestos anti-corrupção no Brasil, utilizando a máscara de Guy Fawkes, símbolo do movimento, em sua capa. Um show de manipulação, já que uma coisa não tem nada a ver com outra.</p>
<p>Em resposta à Veja, o Anonymous postou este vídeo no Youtube</p>
<p><center><object width="420" height="315"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YqAiH_cUU5Y?version=3&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YqAiH_cUU5Y?version=3&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></p>
<p><strong>PS do Viomundo</strong>: Coincidentemente no último domingo, apareceu em  nossa capa um anúncio da Veja, que bloqueamos e esclarecemos em muitos comentários e e-mails recebidos.  Para quem não acompanhou essa “batalha”,   aproveitamos para colocar os pingos  nos is.</p>
<p>O Viomundo utiliza o Google Adsense,  que é uma rede de anunciantes gerenciada pelo Google. Como estamos classificados como blog de política e provavelmente a Veja comprou espaço publicitário no Google  envolvendo o tema  “política”, o anúncio acabou sendo exibido aqui. É algo sobre o qual não temos controlea priori.</p>
<p>Porém, tão logo fomos alertados por leitores, saímos imediatamente a campo para bloqueá-lo. Em HIPÓTESE ALGUMA, o Viomundo aceitaria um anúncio da Veja. O tipo de Jornalismo praticado por ela é tudo aquilo que condenamos na mídia. Uma incompatibilidade total com os nossos princípios éticos, jornalísticos e profissionais  (Conceição Lemes).</p>
<p>Do <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/anonymous-desmascara-a-veja-um-show-de-manipulacao.html">Vi o mundo</a></p>
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		<title>Crítico Leon Cakoff morre aos 63 em São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 16:41:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O crítico Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, morreu hoje, às 13h, no hospital São José, em São Paulo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crítico Leon Cakoff, fundador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, morreu hoje, às 13h, no hospital São José, em São Paulo. Ele tinha 63 anos e, desde dezembro do ano passado, lutava contra um câncer -um melanoma que originou metástase, chegando ao cérebro.</p>
<p><a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4868-leon-cakoff">Veja galeria de fotos do crítico Leon Cakoff</a></p>
<p>O velório será realizado no MIS (Museu da Imagem e do Som, av. Europa, 158, SP, tel. 0/xx/11/2117-4777) em horário ainda a definir. O corpo será cremado amanhã no Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes.</p>
<p>Nascido Leon Chadarevian em Alepo, na Síria, Cakoff chegou ao Brasil aos oito anos. Adotou o sobrenome Cakoff como pseudônimo, após ter um artigo de jornal censurado pelo próprio veículo, durante a ditadura.</p>
<p>Começou a carreira de crítico de cinema aos 19 anos, escrevendo para o &#8220;Diário da Noite&#8221; e o &#8220;Diário de São Paulo&#8221;, dos Diários Associados.</p>
<p>Em 1971, com US$ 300 e uma passagem permutada, viajou ao Festival de Cannes e começou a pensar numa maneira de levar filmes de fora do circuito para o Brasil. Em 1974, foi para o departamento de cinema do Masp, onde três anos depois criaria a 1ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que chega agora a sua 35ª edição.</p>
<p>Cakoff integrou a equipe de articulistas da Folha entre 1996 e 2000, ano em que se tornou colaborador do jornal &#8220;Valor Econômico&#8221;.</p>
<p>Ele deixa a mulher, Renata de Almeida, com quem teve Tiago e Jonas; e também Laura e Pedro, filhos de seu primeiro casamento, com Vera Lucia Caldas.</p>
<p><strong>FILMES</strong></p>
<p>Em 1999, Cakoff dirigiu, em parceria com Renata, o filme &#8220;Volte Sempre, Abbas&#8221;, sobre a vinda do cineasta iraniano Abbas Kiarostami a São Paulo para integrar o júri da 22ª Mostra. Também com Renata, organizou &#8220;Bem-vindo a São Paulo&#8221; (2004), filme composto por 17 episódios sobre a cidade de São Paulo filmados por vários cineastas, como o israelense Amos Gitai, o alemão Wolfgang Petersen, o japonês Yoshida e o próprio casal organizador da Mostra.</p>
<p>O último projeto de Leon Cakoff foi o longa &#8220;Mundo Invisível&#8221;, com episódios de cineastas como Wim Wenders e Atom Egoyan, que filmou a volta de Cakoff à terra de seus pais, na Armênia.</p>
<p>Da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/989761-critico-leon-cakoff-morre-aos-63-em-sao-paulo.shtml">Folha.com</a></p>
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		<title>CartaCapital quer saber: Por que só a Veja, Época e IstoÉ?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[carta capital]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é a primeira vez que compras dessa natureza são questionadas legalmente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é a primeira vez que compras dessa natureza são questionadas legalmente. Por exemplo, em 2009 a ONG Ação Educativa encaminhou ofício à presidência da FDE e obteve, após insistência, cópia de todo processo do contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) referente à compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, da Veja &#8211; no valor de R$3.700.000,00. Tudo sem licitação, usando a lei 8.666.</p>
<p>No dia 13 de setembro passado, o NaMariaNews publicou em primeira mão o texto Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da `Proba Imprensa Gloriosa` sobre as novas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e jornais (Folha de SP, Estado de SP) pela Secretaria de Estado da Educação, precisamente através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação &#8211; FDE. Os contratos assinados pelo atual presidente da FDE, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro, chegam ao total de R$9.074.936,00.</p>
<p>No mesmo texto foi salientado que, como de costume, não foram assinados contratos com a revista CartaCapital. Embutido nisso a pergunta fatal: e por que não?</p>
<p>No dia 16 de setembro, Mino Carta publicou on-line seu editorial &#8220;A mão que lava a outra&#8221; (versão impressa: n. 664, 21/setembro, pág. 21) e muito nos enobreceu com o seguinte parágrafo:</p>
<p>&#8220;Neste exato instante, recebemos a informação de que, na esteira do ex-governador José Serra e do seu ex-secretário da Educação Paulo Renato, o atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz Monteiro, acaba de renovar contratos para o fornecimento de assinaturas com as revistas Época, IstoÉ e Veja, e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo pelo valor total de 9 milhões de reais e alguns quebrados. Não houve licitação, está claro, assim como está que CartaCapital foi excluída mais uma vez.&#8221;</p>
<p>Pois não é que neste exato instante recebemos a informação de que a CartaCapital está pedindo oficialmente à presidência da FDE explicações sobre tais compras? Sim, está.</p>
<p>Agora, CartaCapital pergunta o que o blog NaMariaNews sempre quis saber em uma porção de textos publicados desde o seu nascimento, em junho de 2009.</p>
<p>Por que comprar para as escolas públicas de SP somente a Veja, Isto É e Época?<br />
Não há outras publicações similares ou melhores no mercado?<br />
Qual é a justificativa &#8220;pedagógica&#8221; e/ou legal para tais compras sem licitação?<br />
Com qual dos orçamentos da Secretaria de Educação a FDE executa tais compras? Já que a FDE não tem orçamento próprio e o que ela executa é a mando da Secretaria, em especial aquelas do campo pedagógico. Ou seja: alguém dentro da SEE é responsável pelo negócio das assinaturas. Quem seria e como se fundamentaram as aquisições?</p>
<p><strong>Justificando o injustificável</strong></p>
<p>Não é a primeira vez que compras dessa natureza são questionadas legalmente. Por exemplo, em 2009 a ONG Ação Educativa encaminhou ofício à presidência da FDE e obteve, após insistência, cópia de todo processo do contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) referente à compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, da Veja &#8211; no valor de R$3.700.000,00. Tudo sem licitação, usando a lei 8.666.</p>
<p><strong>A partir da análise dos dados, a Ação Educativa obteve um avanço histórico:</strong></p>
<p>&#8220;Em 26 de maio [2009], o Ministério Público de São Paulo então propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.<br />
&#8220;A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual.&#8221;<br />
Trata-se do processo 0018196-44.2009.8.26.0053 (053.09.018196-7), que pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (ver aqui).</p>
<p>O pedido da Ação Educativa é muito semelhante ao que a CartaCapital faz agora. Os documentos entregues pela FDE à ONG podem ser lidos aqui. Entre eles, uma &#8220;pérola&#8221;, assinada por Inácio Antonio Ovigli, então supervisor da Diretoria de Projetos Especiais, cujo conteúdo muito interessa ao NaMariaNews e à CartaCapital, a justificativa dos compradores &#8211; no caso, a SEE por meio da FDE. Alguns trechos:</p>
<p>&#8220;Para o atendimento das Diretrizes para o Ensino de Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) e Matemática, e na busca de superar mais essa condição problemática para a aprendizagem dos alunos, a SEE/SP vai implantar um programa de distribuição de materiais de apoio didático-pedagógico para alunos e professores, composto de livros, revistas, fascículos e outros suportes da escrita, destacando-se, entre essas publicações, a Revista &#8220;Nova Escola&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tem uma pauta editorial que privilegia matérias de orientação e elaboração de planos de aulas, além de uma variedade de temas sobre a atualidade de interesse da área educacional, abordados em reportagens, entrevistas, resenhas, depoimento de professores e alunos.</p>
<p>&#8220;Na pesquisa de mercado realizada no período de seleção da obra a ser adquirida, não foi localizada obra similar com as mesmas características da Revista Nova Escola. Por essa razão, foram solicitadas notas fiscais à responsável pela sua publicação, com a finalidade de comprovar que o preço a ser pago pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação é compatível com o preço cobrado pela editora às outras instituições que adquiriram essa obra.</p>
<p>&#8220;Desse modo, solicitamos as providências necessárias junto à editora para a aquisição do título Nova Escola, publicada com exclusividade pela Fundação Victor Civita&#8221;.</p>
<p>Evidentemente a Ação Educativa contestou esses e outros argumentos da FDE. No mínimo três pontos merecem destaque. Mas o terceiro, sem dúvida, é uma &#8220;perolona&#8221;, que desvenda muito mais do que se pode imaginar sobre o fabuloso mundo dos projetos dito educacionais. Atentem bem – os grifos em negrito são da Ação Educativa, o vermelho é do NaMariaNews:</p>
<p>1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que &#8220;estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios&#8221;, incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada &#8220;a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas&#8221;.</p>
<p>2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. &#8220;É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda&#8221;.</p>
<p>3º) &#8220;De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes&#8221;. (Fonte – Ação Educativa)</p>
<p><strong>O que mais precisa ser dito?</strong></p>
<p>Aguardemos a justificativas que apresentarão à CartaCapital às compras das revistas e jornais nesta nova administração da Educação e da FDE. Talvez fosse de bom alvitre pedir-lhes que mostrem não apenas o atual contrato, mas os anteriores também.</p>
<p>Em entrevista dada à Conceição Lemes, do Viomundo (em 14/outubro/2010), o NaMariaNews mostrou a dinheirama que o ex-governador José Serra (via o finado ex-secretário de Educação Paulo Renato Costa Souza, o então presidente da FDE Fabio Bonini Simões de Lima, a diretora de Projetos Especiais da FDE Cláudia Rosenberg Aratangy, o supervisor de Projetos Especiais Inácio Antonio Ovigli) pagou à imprensa e certas editoras, a título de execução de &#8220;projetos pedagógicos&#8221;: mais de R$250 milhões, quase absolutamente tudo sem licitação.</p>
<p>Daquele total (parcial), comprovados com dados do Diário Oficial, &#8220;para a Editora Abril/Fundação Victor Civita [de 2005 a 2010] foram entregues R$52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações&#8221;, entre elas a Revista Nova Escola, além da Veja, Almanaque do Estudante, Revista Recreio e Atlas da National Geographic.</p>
<p>Para arrematar, quero repetir o que disse naquela entrevista à Conceição Lemes: &#8220;com esse dinheiro, poderiam ser construídas quase 13 escolas ou 152 salas de aula novinhas, com capacidade para mais de 15 mil alunos nos três períodos – considerando que uma escola com 12 salas custe R$4,1 milhões, e cada sala custe cerca de R$340 mil&#8221;.</p>
<p>Ler mais: <a href="http://namarianews.blogspot.com/%23ixzz1ZjHd2CX4">http://namarianews.blogspot.com/#ixzz1ZjHd2CX4</a></p>
<p>Do <a href="http://www.pt-sp.org.br/noticia/?acao=vernoticia&amp;id=6692">Linha Direta</a></p>
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		<title>&#8220;A Abril negociou com a ditadura para entregar a Realidade em troca da Veja&#8221;, diz Zé Hamilton</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 19:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[José Hamilton Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>
		<category><![CDATA[veja]]></category>
		<category><![CDATA[Vietnã]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com José Hamilton Ribeiro, o "príncipes dos repórteres", sobre seus 50 anos de vida profissional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tinha 10 anos de idade, o garoto José Hamilton Ribeiro, nascido na pacata cidade paulista de Santa Rosa do Viterbo, sofria de uma enfermidade chamada &#8220;osteomielite&#8221;, inflamação nos ossos que o obrigava a contar com a ajuda de uma muleta para apoiar a perna esquerda. Mesmo com restrições, o menino não deixou de confirmar que sua vocação era a reportagem. &#8220;Caiu um avião perto da minha cidade. Imagina! Se hoje já é notícia, naquela época então nem se fala. A molecada saiu correndo para ver o acidente e eu não pensei duas vezes, mesmo com dificuldades fui ver o que tinha acontecido&#8221;.</p>
<p>Vinte e três anos depois, em 1968, aquela mesma perna esquerda que precisava da ajuda da muleta na infância foi ferida, quando Zé Hamilton &#8211; então repórter da revista Realidade - pisou em uma mina na cobertura da guerra do Vietnã. &#8220;Depois que tudo passou eu fiz essa associação. Me dei conta de que perdi aquela mesma perna que, quando criança, precisava apoiar com uma muleta. Isso é simbólico para mim, pois, com 10 anos de idade eu estava sendo intuitivamente um repórter, indo até o fato, observando, perguntando e depois contando da melhor maneira possível&#8221;. A história de Zé comprova o que o jornalista defende: ser repórter é vocação.</p>
<p>Hoje, com mais de 50 anos de profissão e como repórter especial do &#8220;Globo Rural&#8221;, Zé diz que não é um repórter que lida com técnica e economia no agronegócio, mas tem a função de retratar a &#8220;alma do homem do campo&#8221;. Tarefa que, muitas vezes, dá trabalho aos companheiros de equipe: &#8220;tem um câmera que trabalha comigo e até reclama de que eu me aproximo muito das fontes&#8221;.</p>
<p>É com vigor e lucidez que o &#8220;príncipe dos repórteres&#8221; &#8211; como é chamado por seus contemporâneos &#8211; falou à IMPRENSA, contando o que o motiva aos 50 anos de profissão. Comentou sobre a cobertura de guerras e conflitos nos dias atuais, lembrou dos tempos de revista Realidade e a atual situação do jornalismo brasileiro, que segundo ele, &#8220;não anima muito&#8221;.</p>
<p>Luiz Gustavo Pacete</p>
<p><strong>O &#8220;príncipe dos repórteres&#8221;</strong></p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; Com mais de 50 anos de carreira, você ainda está em busca da grande reportagem?</p>
<p><strong>José Hamilton Ribeiro</strong> - Buscar a grande reportagem faz parte da minha rotina. Tenho uma lista das 10 que quero fazer e, quando realizo uma, acrescento outra. É uma lista permanente de reportagens especiais, que demoram por que demandam planejamento e condições do veículo para me mandar.</p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; Tem algum tema ou entrevistado específico?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Eu ainda quero fazer uma reportagem sobre a Guerra do Paraguai e descobrir o que o Brasil ainda tem de resquícios deste importante momento da América do Sul.</p>
<p><strong>IMPRENSA </strong>- Como se sente vendo uma matéria sua inscrita em um prêmio como o Emmy de TV no ano passado?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - O departamento de jornalismo da TV Globo escolheu cinco reportagens para concorrer a esse prêmio e uma era minha. Para mim é muito gratificante o fato de a emissora ter escolhido, em um colégio de tantos jornalistas competentes uma matéria minha.</p>
<p><strong>Cobertura de conflitos </strong></p>
<p><em>&#8220;Um jornalista não é um lobo solitário, principalmente em uma guerra. Ele depende de equipe e de uma estrutura organizacional&#8221;</em></p>
<p><strong>IMPRENSA </strong>- Quando você olha hoje para as coberturas de guerras e conflitos lembra muito de sua época?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Hoje eu vejo que cada vez mais o jornalista de guerra está restrito. A tecnologia de comunicação de alguns exércitos está muito avançada, e mais: os grandes exércitos do mundo aprenderam que a atuação da imprensa em uma guerra é muito importante e, ao descobrirem isso, passaram a fazer uma vigilância rigorosa de tudo o que é publicado pelos jornalistas e correspondentes que acompanham as tropas.</p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; Como você conviveu e convive com os traumas físicos e psicológicos?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Eu tive três medos no Vietnã depois do acidente com a perna: primeiro, o medo de morrer, e, quando eu fui levado para o hospital, eu vi que não morria mais; o segundo, era de tornar-me uma pessoa com uma deficiência física de tal gravidade, que não pudesse mais ganhar a vida com o meu trabalho e ser dependente; por último, o terceiro, era de ficar marcado como um repórter que fez somente a cobertura do Vietnã e nada mais. O primeiro passou assim que eu fui socorrido. O segundo, logo que cheguei ao hospital e na cadeira de roda comecei a entrevistar os médicos e enfermeiros para a matéria que eu estava fazendo. E o terceiro, eu resolvi aqui no Brasil, trabalhando e tendo reconhecimento da qualidade de meu trabalho.</p>
<p><em>&#8220;A Editora Abril negociou com a ditadura, para entregar a cabeça da Realidade em troca de abrir caminho para a revista Veja&#8221; </em></p>
<p><strong>A revista que marcou uma geração</strong></p>
<p><strong>IMPRENSA </strong>- Qual era a receita da revista Realidade? O  que a transformou em um símbolo do jornalismo?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Ela foi se moldando em suas circunstâncias. O que deu àRealidade uma característica original foi o contexto histórico daquele momento. Parece que, na década de 1960 [a Realidade foi criada em 1966], tudo aconteceu no mundo: a pílula, o movimento hippie e o estudantil, a libertação da mulher, a luta dos americanos no Vietnã e muitos outros acontecimentos. E se você olhar muita das coisas que ainda acontecem no Brasil começaram naquele momento. Acredito que isso contribuiu para que a Realidade fosse bem sucedida, além do bom jornalismo, é claro.</p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; Por qual motivo ela acabou?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - O AI-5 [Ato Institucional] é de dezembro de 1968 e a revista começou a cair em janeiro de 1969. Quer dizer: a censura chegou até nós. Até então, a Editora Abril acreditava na Realidade e bancava toda essa rebeldia que nós tínhamos, mas, a partir do AI-5, ela recuou e passou a apostar em um novo produto chamado revista Veja, que vinha sendo cultivada internamente. A Editora Abril negociou com a ditadura para entregar a cabeça da Realidade em troca de abrir caminho para a Veja.</p>
<p><strong>IMPRENSA </strong>- Pessoalmente, como foi lidar com o fim da revista?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Desde os 20 anos de idade eu estava na linha de frente da imprensa, seja por ter atuado na Folha de S.Paulo ou na Abril. Com este momento da censura, eu perdi espaço na grande imprensa. Se já era difícil fazer jornalismo, imagine ser jornalista investigativo na época da ditadura. À época, fui para o interior fazer reforma gráfica de jornal, implantar computadores. Como não podia mexer com conteúdo, fui trabalhar com a forma em Ribeirão Preto, Rio Preto e depois Campinas.</p>
<p><strong>A atual situação do jornalismo</strong></p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; O jornalismo de hoje tem espaço para uma nova revista Realidade?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - Eu acho que o brasileiro se acostuma rápido até com o que é ruim. Então, a pessoa está acostumada com o que é de baixa qualidade. Automaticamente, quando você oferece coisa boa, ele corre para ela. Nos dias de hoje, a Realidade só daria certo se você tivesse uma redação proporcional àquela que nós tínhamos, com qualidade, salário, condições de produção e de reportagem. Se ela desse certo, acredito que ainda conseguiria mudar o espectro da imprensa, assim como aconteceu nos Estados Unidos e Inglaterra. Se o primeiro mundo consegue fazer, a gente também deve aspirar.</p>
<p><strong>IMPRENSA </strong>- Quando você olha hoje para o mercado editorial brasileiro tem algo que se aproxima do projeto da Realidade?</p>
<p><strong>Ribeiro </strong>- Na área da grande reportagem eu não estou muito entusiasmado, não. Eu acho que o momento do Brasil é do jornalismo de papel, jornal propriamente dito. Eu acho que é esse o grande momento da imprensa brasileira.</p>
<p><strong>IMPRENSA</strong> &#8211; De que maneira você enxerga essa onda do jornalismo investigativo e das grandes reportagens?</p>
<p><strong>Ribeiro</strong> - A expressão repórter &#8220;super herói&#8221; é uma coisa enganosa por que o repórter que pensa que é um lobo solitário acaba sendo só um solitário. O repórter depende de estrutura tanto da redação como da empresa; então, é uma ilusão pensar na figura solitária do repórter.</p>
<p>Do <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/44584/a+abril+negociou+com+a+ditadura+para+entregar+a+realidade+em+troca+da+veja+diz+ze+hamilton/">Portal Imprensa</a></p>
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		<title>Repórter da Veja que tentou invadir quarto de José Dirceu será indiciado</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 19:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[josé dirceu]]></category>
		<category><![CDATA[Naoum]]></category>
		<category><![CDATA[Portal IMPRENSA]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Tonatto]]></category>
		<category><![CDATA[veja]]></category>

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		<description><![CDATA[O repórter Gustavo Ribeiro, da sucursal em Brasília da revista Veja, será indiciado por tentativa de invasão de domicílio, durante apuração da matéria "José Dirceu ainda manda em Brasília", publicada no dia 27 de agosto. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O repórter Gustavo Ribeiro, da sucursal em Brasília da revista Veja, será indiciado por tentativa de invasão de domicílio, durante apuração da matéria &#8220;José Dirceu ainda manda em Brasília&#8221;, publicada no dia 27 de agosto. Segundo constatou a investigação da Polícia Civil de Brasília (DF), o jornalista de fato tentou entrar no quarto do hotel Naoum Plaza, no qual o ex-ministro estava hospedado, sem autorização. A pena pelo crime, em caso de condenação, varia entre um e três meses de prisão.</p>
<p>Para descobrir se Dirceu organizava reuniões conspiratórias visando a queda do então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, Ribeiro teria persuadido a camareira do hotel a permitir sua entrada no quarto conjugado em que o político estava. Em depoimento, ela afirmou que o jornalista insistia que aquele recinto era ocupado por ele e que ele havia perdido as chaves. Após inúmeras negativas aos pedidos de liberação do quarto, Ribeiro desistiu e foi embora. Dias depois, ele alugou um espaço no mesmo andar de Dirceu.</p>
<p>&#8220;Quando alguém aluga um quarto de hotel, aquele lugar passar a ser como sua propriedade. Ele pode usar como bem entender, como residência ou escritório. A tentativa de entrar num quarto de hotel de outra pessoa é uma tentativa de crime. Tudo o que me foi informado oficialmente coaduna realmente para que o direito de Dirceu de usar seu quarto foi violado&#8221;, ressaltou o delegado Rosseto, encarregado do caso, em entrevista ao Portal Brasil 247.</p>
<p>Sobre as acusações de que teria realizado um grampo nas imagens do hotel, que foram publicadas na edição de 27 de agosto, Ribeiro preferiu não se pronunciar, assegurado pelo direito ao sigilo da fonte. O gerente-geral do Naoum, Rogério Tonatto, acredita que o jornalista realizou, sem autorização, filmagens dentro do prédio.</p>
<p>Procurada pelo Portal IMPRENSA, a secretária de redação da Veja, em Brasília, pediu que o assunto fosse comentado pela redação em São Paulo. A sede paulistana, entretanto, afirmou que o tema só poderia ser abordado pelo departamento jurídico da Editora Abril. Profissionais da área não foram encontrados para se pronunciar. Com informações do <a href="http://correiodobrasil.com.br/reporter-da-veja-pode-ser-condenado/299102/" target="_blank">Correio do Brasil</a>.</p>
<p>Do <a href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/44600/reporter+da+veja+que+tentou+invadir+quarto+de+jose+dirceu+sera+indiciado/">Portal Imprensa</a></p>
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