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	<title>Rui Falcão Deputado Estadual do PT &#187; pt</title>
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	<description>Deputado estadual de São Paulo pelo PT, vice-presidente nacional do Partido, Falcão se dedica às áreas de defesa do consumidor e de habitação e regularização fundiária, além da fiscalização dos atos do Governo.</description>
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		<title>Maiores apostas da oposição estão no N e NE</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 09:19:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Reduzida progressivamente desde a chegada do PT à Presidência em 2003, a oposição fará suas maiores apostas na disputa municipal deste ano em capitais do Norte e Nordeste. São justamente as duas regiões que se transformaram em redutos eleitorais PT e PSB]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reduzida progressivamente desde a chegada do PT à Presidência em 2003, a oposição fará suas maiores apostas na disputa municipal deste ano em capitais do Norte e Nordeste. São justamente as duas regiões que se transformaram em redutos eleitorais dos petistas e de fortes aliados, como o PSB.</p>
<p>A concentração de candidaturas nestas &#8220;regiões minadas&#8221; pode tornar a sobrevivência dos adversários do governo federal nas capitais uma missão ainda mais difícil. Hoje apenas uma entre as 26 cidades é administrada pela oposição: São Luís, no Maranhão.</p>
<p>Sérgio Guerra (PSDB-PE), deputado federal e presidente do maior partido da oposição, aponta sete capitais como a linha de frente nas expectativas dos tucanos. Seis delas estão nestas regiões: João Pessoa, Maceió, Teresina e São Luís, no Nordeste; e Rio Branco e Belém, no Norte. A outra é Goiânia, no Centro-Oeste.</p>
<p>As maiores esperanças do DEM, segunda maior sigla oposicionista, estão em seis candidaturas, cinco das quais no Norte e Nordeste. Seu presidente nacional, o senador José Agripino Maia (RN), destaca as chances nas nordestinas Salvador, com o deputado federal ACM Neto; Aracaju, com o ex-governador João Alves; Fortaleza, com o ex-deputado federal Moroni Torgan; e Recife, com o deputado federal Mendonça Filho), além de Macapá, com o deputado federal Davi Alcolumbre, no Norte. A sexta cidade, como para o PSDB, também está no Centro-Oeste: Campo Grande, com o deputado federal Mandetta.</p>
<p>Na quinta-feira, os dois partidos anunciaram uma aliança em quatro capitais do Nordeste. Em três delas, Aracaju, Fortaleza e Salvador, a chapa será encabeçada pelo DEM, e em Natal, pelo PSDB, com o deputado federal Rogério Marinho. A capital potiguar, contudo, é a única entre as nove da região que não foi apontada como promissora pela oposição. Ali, os favoritos são o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB).</p>
<p>José Agripino Maia considera uma &#8220;mera circunstância&#8221; a concentração geográfica. &#8220;A oposição não é nordestina, está bem distribuída, como os outros partidos&#8221;, diz o senador, embora aponte a criação do PSD, pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como uma das explicações. Kassab saiu do DEM e levou dele parte importante. &#8220;Em Santa Catarina, se não tivéssemos sido abandonados, seríamos hegemônicos em Florianópolis. [O PSD] nos tirou essa expectativa sulista. O próprio prefeito de São Paulo foi eleito pelo Democratas&#8221;, justifica Maia. Em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo levou praticamente todos os integrantes do DEM para o PSD.</p>
<p>Pela primeira vez com uma política de alianças mais flexível, o pequeno PSOL &#8211; que faz oposição à esquerda do governo federal do PT &#8211; pode surpreender neste ano. E seus dois trunfos estão na região Norte. A legenda lidera em Belém, com o ex-prefeito e ex-petista Edmilson Rodrigues, e tem chances com o vereador Clécio Luís, em Macapá, que conta com o senador e correligionário Randolfe Rodrigues como cabo eleitoral.</p>
<p>O PPS &#8211; que nas últimas quatro eleições só fez o prefeito de duas capitais, Boa Vista e Porto Alegre, em 2004 &#8211; é o único que aponta uma cidade do eixo Sul-Sudeste: Vitória, com o deputado estadual Luciano Rezende, além de Belém, com o federal Arnaldo Jordy.</p>
<p>&#8220;É curioso esse dado, porque o Norte e o Nordeste são os lugares onde fomos massacrados [na corrida presidencial] e os vitoriosos foram Lula e Dilma. E no Sul, onde ganhamos, a oposição tem fragilidades&#8221;, surpreende-se o deputado federal Roberto Freire, presidente do PPS.</p>
<p>O declínio tem sido progressivo. O retrospecto das siglas da oposição nas últimas eleições tem mostrado um processo de definhamento nas capitais das regiões Sul e Sudeste, as mais ricas do país.</p>
<p>Em 2004, quatro das seis cidades conquistadas pela oposição estavam nessas regiões: São Paulo (José Serra), Curitiba (Beto Richa) e Florianópolis (Dário Berger), com o PSDB, e Rio de Janeiro (Cesar Maia), com o PFL.</p>
<p>A diminuição acompanha a do cômputo geral: de seis capitais, em 2004, passou para cinco, em 2008, e hoje chega a uma. A perda em relação à última disputa municipal deve-se à saída de Kassab do DEM e à dança das cadeiras depois da eleição para os governos estaduais, em 2010.</p>
<p>Em virtude disso é que Sérgio Guerra argumenta que o PSDB detém apenas uma capital, pois dos quatro prefeitos eleitos em 2008, três deles &#8211; os de Cuiabá, Teresina e Curitiba &#8211; decidiram tentar a eleição para governador. Dois perderam &#8211; Wilson Santos e Silvio Mendes &#8211; e um ganhou, Beto Richa. &#8220;No Paraná, não temos mais a prefeitura, mas ganhamos o governo do Estado&#8221;, ressalta.</p>
<p>Com tantas fichas postas em regiões dominadas por PT e PSB, o deputado minimiza a possibilidade de o resultado da corrida municipal representar novo golpe para a oposição.</p>
<p>&#8220;O central não é a eleição de prefeitos; é a [disputa] proporcional, para vereadores&#8221;, diz. Guerra alega que a conquista de prefeituras tem o potencial de aumentar a bancada dos partidos na Câmara dos Deputados, mas não necessariamente influencia a corrida presidencial.</p>
<p>Apesar disso, o líder tucano acredita que a legenda aumentará seu número de prefeituras. Nas sete capitais citadas, Guerra diz que os candidatos do PSDB são favoritos. No entanto, esta condição nem sempre se confirma &#8211; seja pelas pesquisas ou pelo cenário eleitoral que se desenha.</p>
<p>É o caso de João Pessoa, na Paraíba. Ali, a esperança é de vitória do senador Cícero Lucena. Ele lidera, mas terá pela frente a candidatura da secretária de Planejamento da capital, Estelizabel Bezerra (PSB) &#8211; que representa as máquinas estadual e municipal, ambas comandadas pelo PSB -, e o ex-governador José Maranhão (PMDB), que perdeu a reeleição em 2010 por 53,7% a 46,3% para Ricardo Coutinho.</p>
<p>Em São Luís, João Castelo tem direito à reeleição, mas encontra enormes obstáculos. Castelo é acossado pelas máquinas federal e estadual &#8211; união entre o PT e o PMDB da família Sarney &#8211; e está mais de 30 pontos percentuais atrás do líder das pesquisas, o ex-deputado federal e presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino (PCdoB).</p>
<p>Em Maceió, o nome é o do deputado federal Rui Palmeira. O governador Teotônio Vilela Filho é tucano, mas a disputa volta-se para concorrentes do bloco de partidos ligados aos governos federal e municipal, como o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que lidera as pesquisas.</p>
<p>Os tucanos esperam ter bom desempenho em três capitais dos sete Estados que governam: além de Maceió, há Belém e Goiânia, com o deputado federal Zenaldo Coutinho e o secretário estadual Leonardo Vilela, respectivamente. Mas também contam com Rio Branco, onde tanto a prefeitura quanto o governo estadual estão com o maior adversário, o PT. A expectativa no Acre deve-se ao recall de Tião Bocalom &#8211; que perdeu por 50,5% a 49,2% para Tião Viana &#8211; e à suposta falta de candidatos expressivos da base petista. &#8220;Está praticamente ganha&#8221;, acredita o presidente do PSDB.</p>
<p>Em Teresina, com o ex-prefeito Firmino Filho, o PSDB tentará retomar o comando da capital depois que Elmano Ferrer (PTB), que tem direito à reeleição, se aproximou do grupo do governador Wilson Martins (PSB), que também deve lançar candidato. Ferrer era vice do tucano Silvio Mendes, que saiu para disputar e perder o governo do Estado para Martins.</p>
<p>As maiores expectativas do PSDB se concentram nas regiões Norte e Nordeste, redutos do PT e do PSB, mas cujas nove capitais estão fragmentadas entre sete partidos. Curiosamente, a única aposta tucana fora destas regiões, Goiânia, no Centro-Oeste, também tem o PT &#8211; do prefeito Paulo Garcia, que tenta a reeleição &#8211; como maior adversário.</p>
<p>No Sul e no Sudeste, onde os tucanos têm tido seus melhores desempenhos à Presidência e aos governos estaduais, São Paulo é a única capital em que o partido, segundo Sérgio Guerra, &#8220;está na disputa&#8221;. Neste grupo, ele inclui ainda Campo Grande, Palmas, Natal, Recife e, talvez, Salvador.</p>
<p>Na capital paulista, o presidente do PSDB minimiza a pouca densidade eleitoral dos quatro pré-candidatos tucanos. &#8220;O do PT também é&#8221;, diz. A diferença é que o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, terá como grande cabo eleitoral o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas Guerra diz que a transferência de votos como a ocorrida na eleição da presidente Dilma Rousseff não deve se repetir. &#8220;O Lula já perdeu várias eleições em São Paulo. E o passivo do Haddad é conhecido: o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]&#8220;, afirma.</p>
<p>Em outros dois Estados governados pelo PSDB, apesar de não estarem na cabeça de chapa, os tucanos esperam colher vitórias tendo como aliado o PSB: Curitiba e Belo Horizonte.</p>
<p>No quadro geral de municípios, a meta da sigla é aumentar para mil o número de prefeituras. Uma tarefa complicada, já que a tendência tem sido de queda. Em 2000, o partido elegeu 989; em 2004, foram 870; e na última disputa, chegou a 790. O número, no entanto, é ainda menor, depois da debandada de prefeitos para o PSD de Kassab, no ano passado. &#8220;Não foram tantos, por volta de uns 30. No Ceará, sim, a perda foi grande&#8221;, diz Guerra. Um dos principais incentivadores da saída de prefeitos no Ceará foi o ex-tucano e ex-governador Ciro Gomes (PSB).</p>
<p>O objetivo de eleger mil prefeitos, portanto, significaria um improvável aumento de 30% no desempenho do partido, que tem perdido em torno de 10% a cada eleição. A taxa seria próxima à alcançada, em 2008, pelo PT, que cresceu 36%, embora ainda distante à do PSB, que aumentou em 79%. As duas legendas, de longe, são as que mais expandiram o número de prefeituras em relação a 2000: 199% (PT) e 136% (PSB).</p>
<p>O DEM foi a que mais definhou no período. De 1.026 para 494 (queda de 52%), isso sem levar em conta o êxodo para o PSD, no ano passado. José Agripino Maia afirma que o partido ainda está fazendo a contabilidade de quantas prefeituras estão sob seu controle.</p>
<p><a href="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/arte06pol-101-oposicao-a7.jpg"><img class="alignnone" title="gráfico" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/arte06pol-101-oposicao-a7.jpg" alt="arte06pol 101 oposicao a7 Maiores apostas da oposição estão no N e NE" width="640" height="738" /></a></p>
<p>Do Valor Econômico (para assinantes)</p>
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		<title>O futuro do projeto do PT em São Paulo &#8211; Por José Dirceu</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 23:14:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diante da confusão dos tucanos, que se debatem entre quatro pré-candidatos que mais parecem estar esquentando a cadeira para José Serra, o partido apresenta um nome forte para a disputa: o ex-ministro Fernando Haddad.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Dirceu</strong></p>
<p>Em 2004, o PT vivia um momento político bastante positivo, com a histórica eleição do ex-presidente Lula dois anos antes, além de resultados expressivos nos Estados e na configuração da Câmara e do Senado. Na cidade de São Paulo, a então prefeita, Marta Suplicy, vinha de uma gestão extremamente bem avaliada e caminhava para disputar a reeleição com grandes chances de vitória.</p>
<p>Na ocasião, tentou-se articular uma aliança com o PMDB, que ainda não integrava a base de apoio ao Governo Federal e ficaria com a indicação do vice, mas uma parte do PT em São Paulo vetou a ideia por divergências com o ex-governador Orestes Quércia, já falecido.</p>
<p>Essa tentativa de costura pode não estar na memória, mas o resultado todos lembram: disputando contra um candidato, com apoio aberto e declarado da mídia, que já promovera uma campanha aberta contra nossa prefeita, que se beneficiava do recall de uma eleição nacional, perdemos a oportunidade de continuar um projeto que promovia mudanças profundas na maior cidade do país, além de intensificar a parceria com o Governo Federal.</p>
<p>Oito anos depois, o quadro eleitoral em São Paulo se apresenta novamente favorável ao PT. Diante da confusão dos tucanos, que se debatem entre quatro pré-candidatos que mais parecem estar esquentando a cadeira para José Serra, o partido apresenta um nome forte para a disputa: o ex-ministro Fernando Haddad, responsável direto pela gestão do que se pode chamar de uma “revolução silenciosa” na Educação, com projetos revolucionários —como o ProUni, a reformulação do Enem, o piso salarial nacional de professores, a construção de universidades e escolas técnicas e o Pronatec, apenas para citar alguns.</p>
<p>Entretanto, outros fatores tornam o cenário eleitoral da capital paulista muito mais complexo. O atual prefeito, Gilberto Kassab, e seu recém-criado PSD ofereceram apoio à candidatura de Haddad, provocando reações de setores do PT. Apesar de a possibilidade de aliança ter sido bem recebida pelo presidente Lula, boa parte da bancada do partido na Câmara Municipal, além dos movimentos sociais e lideranças como o nosso presidente nacional, Rui Falcão, rechaçam a ideia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o PSD mantém a possibilidade de aliança com o PSDB em uma chapa encabeçada pelo vice-governador Guilherme Afif Domingos, que anunciou sua pré-candidatura nesta quarta-feira (1º de fevereiro). É justamente isso que leva alguns argumentarem que a sinalização de Kassab é apenas uma forma de aumentar seu cacife numa negociação com os tucanos.</p>
<p>Há ainda a pré-candidatura do deputado federal e ex-secretário estadual de Educação Gabriel Chalita, ligado ao governador de quem já foi secretário e é amigo, que recentemente se filiou ao PMDB. A proximidade de Chalita com o governador, Geraldo Alckmin, poderia inviabilizar uma eventual aliança PMDB-PSD com o partido de Kassab indicando o vice de Chalita. O deputado do PMDB também pode vir a ser um aliado importante de Haddad em um eventual segundo turno, já que apoia o governo da presidenta, Dilma Rousseff, e seu partido está na base aliada no Congresso Nacional.</p>
<p>Alguns defendem que o PT priorize a aliança com legendas ideologicamente mais próximas, como PSB, PDT e PCdoB, ou que já tenham histórico de coligação com o governo —como o PR. Faz sentido, porém é preciso lembrar que essas legendas deram suporte à gestão Kassab, o que só reforça a avaliação de que os cenários políticos locais diferem do panorama nacional. Não se trata, portanto, de uma questão de múltipla escolha, em que há apenas uma resposta correta.</p>
<p>É compreensível que parte do PT não veja com bons olhos uma aliança com Kassab, já que o partido fez oposição à sua gestão. No entanto, ao mesmo tempo é preciso olhar o cenário sem perder de vista que o interesse maior é vencer as eleições para retomar nossas políticas públicas municipais em São Paulo.</p>
<p>Os governos Lula e Dilma mostraram que receber o apoio de lideranças políticas que antes eram adversárias e hoje sustentam nosso projeto de Brasil não significa a abertura de concessões sobre nossos princípios e objetivos. São, antes, apoios necessários para que esses objetivos sejam alcançados.</p>
<p>A formação de alianças não é um processo simples. Nesse sentido, o melhor a fazer é tratar a questão como ela é: uma possibilidade de apoio sinalizada por uma liderança política de peso que, com esse movimento, reconhece a qualidade de nosso programa. E só. Rechaçá-la de imediato é ignorar que o PSD já apoia o governo Dilma. Pode significar também a entrada numa disputa eleitoral sempre árdua, mas com menor arco de alianças.</p>
<p>Não podemos correr o risco de perder as eleições antes mesmo de iniciar a campanha. O momento, portanto, demanda cautela, diálogo e respeito às opiniões divergentes. Porque se há uma peça fundamental no tabuleiro político-eleitoral é manter o partido unido. E está em jogo o futuro do projeto do PT em São Paulo.</p>
<p><strong>José Dirceu</strong>, <em>65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT</em></p>
<p>Do <a href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/poder/40396/O-futuro-do-projeto-do-PT-em-S%C3%A3o-Paulo.htm">Brasil247</a></p>
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		<title>Sem Emanuel, Carlinhos vence eleição em São José, diz pesquisa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:28:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Deputado federal do PSDB é favorito para a disputa para a prefeitura, com mais de 50% das intenções de voto em pesquisa eleitoral; sem a participação do tucano, Carlinhos conquista 40,7% do eleitorado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A disputa pela Prefeitura de São José dos Campos este ano pode repetir cenário das quatro eleições anteriores na cidade, com nova polarização entre o PSDB e o PT, revela pesquisa de intenção de votos para prefeito realizada por O VALE/Mind.</p>
<p>Foram avaliados dois cenários, o primeiro deles com o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB).</p>
<p>Na pesquisa estimulada de intenção de voto, em que o entrevistado declara sua preferência por um dos nomes propostos no cartão, Emanuel Fernandes (PSDB) aparece como favorito, com 50,3% das intenções de voto.</p>
<p>Neste cenário, o pré-candidato do PT, deputado federal Carlinhos Almeida, obteve 31% dos votos.</p>
<p>A seguir, o vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) obteve 2% e o advogado Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, (PSTU), 1,8%. Os indecisos somaram 9,2%. Brancos e nulos, 5,7%.</p>
<p>Como Emanuel afirma que não será candidato, a pesquisa O VALE/Mind avaliou um cenário com a secretária de Governo, Claude Mary de Moura, como candidata do PSDB. Foi incluído o nome do vereador Alexandre da Farmácia (PP).</p>
<p>A pesquisa mostra que a ausência de Emanuel gera um “vácuo” eleitoral, pois não há nenhum candidato do grupo governista que consiga “herdar” consistentemente seus votos. Neste cenário, Carlinhos desponta como favorito na disputa pela prefeitura, com 40,7% dos votos. Alexandre da Farmácia aparece em segundo lugar, com 16,5% das citações. Em seguida, vêm Cristiano Ferreira, com 3,5% dos votos, e Toninho, com 3%. A tucana Claude foi citada por 2,3% dos pesquisados. Os indecisos somaram 20%. Brancos e nulos, 14%.</p>
<p><strong>Espontânea.<br />
</strong>Na pesquisa espontânea, Carlinhos Almeida obteve 11,3%, Eduardo Cury (PSDB), 9,7%, Emanuel, 8,8%. Os demais citados não atingiram 1%.</p>
<p>Do <a href="http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/sem-emanuel-carlinhos-vence-eleic-o-em-s-o-jose-diz-pesquisa-1.215431">O Vale</a></p>
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		<title>&#8220;PT vai às urnas sem Dilma&#8221;, diz Rui Falcão</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:29:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[entrevista rui falcão]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo o presidente nacional da sigla, a chefe do Executivo deve apenas acompanhar as disputas municipais. Lula é a grande esperança. Os encontros no Palácio do Planalto para o presidente nacional do PT tornaram-se, desde a posse de Dilma Rousseff, em 2011, momentos para relembrar a infância. A cada reunião, é recebido com um sonoro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segundo o presidente nacional da sigla, a chefe do Executivo deve apenas acompanhar as disputas municipais. Lula é a grande esperança.</em></p>
<p>Os encontros no Palácio do Planalto para o presidente nacional do PT tornaram-se, desde a posse de Dilma Rousseff, em 2011, momentos para relembrar a infância. A cada reunião, é recebido com um sonoro &#8220;Rui Goethe da Costa Falcão&#8221;. No entendimento dele, não se trata de uma bronca. É como se fosse um &#8220;olá, meu querido&#8221;. Mas o tratamento usado por Dilma coincide com o que era utilizado pelo pai, Albino de Freitas Falcão, quando o filho fazia travessuras. Em entrevista ao Correio, Falcão falou sobre o relacionamento com o Planalto e as estratégias do partido para a disputa municipal.</p>
<p>Entre uma pergunta e outra, foi interrompido por uma a ligação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que queria saber se a disputa pela Vice-presidência no Senado, na qual foi confirmada Marta Suplicy (SP), não seria foco de futuro problemas. Ele se levantou e foi ao banheiro, em busca de privacidade para a conversa.</p>
<p>Após alguns minutos, voltou a falar sobre a disputa de outubro. Dilma deve ficar longe das brigas para evitar um racha na aliança dos partidos que a apoiam em âmbito nacional. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai atuar, e não só em São Paulo. Também está no radar do PT a conquista das prefeituras de Salvador e de Porto Alegre. Sobre a dança das cadeiras na Esplanada, Falcão nega ter se frustrado com o fato de o deputado Newton Lima (SP) não ter sido nomeado ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação. Escolha da bancada petista, ele acabou preterido por Marco Antonio Raupp, opção de Aloizio Mercadante.</p>
<p><strong>O PT vai disputar as eleições municipais com aliados que compõem a aliança no plano nacional. Como crescer sem atropelá-los?</strong><br />
É natural que, nas disputas municipais, cada partido queira crescer, assim como o PT quer. Então, a maneira de não haver sequelas é seguir a linha de campanha que queremos imprimir, que é a defesa do projeto nacional. Dessa forma, você não descamba para o pessoal, para ataques.</p>
<p><strong>Quais são os municípios que se quer reconquistar?</strong><br />
São Paulo e Porto Alegre. Há outros que nunca governamos, mas são estratégicos, como Salvador.</p>
<p><strong>Belo Horizonte não entra nessa lista?</strong><br />
A nossa posição é de que nós preferiríamos que se mantivesse a aliança com o prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Não vemos como positiva a entrada do PSDB nesse conjunto.</p>
<p><strong>Como o senhor avalia os sinais trocados do PSD em São Paulo? Ora tem candidato próprio, ora quer se aproximar do PT.</strong><br />
O partido vai manter diálogo, inclusive com o PSD. Mas temos que respeitar o tempo dele. Se amanhã o PSDB resolver ser o vice do Afif, nós não podemos ficar parados.</p>
<p><strong>O senhor diz que o PT não vai entrar na linha de ataques contra os adversários.<br />
Em São Paulo também?</strong><br />
O melhor argumento para nós é o governo do PSDB em São Paulo, não precisamos mostrar documentos. O episódio de Pinheirinho (a desocupação da área) mostra qual é o tratamento que o governador do PSDB dá a uma questão social. Não precisamos de documentos, de denúncias, de offshores, de difícil comprovação para nos credenciarmos na eleição.</p>
<p><strong>Qual é a expectativa da participação de Lula na eleição municipal?</strong><br />
Ele recuperado, já falou de sua disposição de fazer campanha pelo 13, pelo PT. Certamente não será tempo integral em São Paulo.</p>
<p><strong>E da presidente Dilma?<br />
</strong>Ela tem prioritariamente a tarefa de governar o país. Nós temos uma crise mundial em andamento. Não se pode perder um segundo de vigilância.<br />
<strong>Então, a previsão é de que Dilma não participe diretamente da campanha?<br />
</strong>Se ela se atira em disputa em que os aliados estão divididos na base, não teremos a garantia posterior de permanência das alianças no âmbito nacional. Acho que ela vai ter uma postura de acompanhamento e de não envolvimento direto nas disputas que dividem os aliados.</p>
<p><strong>Faz parte das estratégias do PT a saída de Paulo Bernardo do Ministério da Comunicação para organizar o PT no Paraná?</strong><br />
Não. Nem o desejo que ele vá, nem que ele saia do ministério. Isso são decisões que cabe à presidenta e que cabe a ele. O partido não tem esse nível de influencia de intervenção.</p>
<p><strong>Em relação à Presidência da Câmara, o PT vai cumprir acordo como PMDB ?<br />
</strong>Não há precedente com o PT de descumprimento de acordo político, nenhum na história. Vamos manter o acordo de que o presidente da Câmara será do PMDB.</p>
<p><strong>Mas é o episódio da Vice-presidência do Senado em que estava acertado um rodízio entre os senadores do PT?<br />
</strong>Não houve descumprimento do acordo, houve uma reavaliação, convencionou-se que ela deveria continuar. Estou falando do acordo do PT com o conjunto para fora, não de acordo intra-PT.</p>
<p><strong>No episódio da escolha no novo ministro de Ciência e Tecnologia, alguns petistas disseram que o senhor foi procurar Dilma, mas não foi recebido&#8230;<br />
</strong>É curioso. Quando teriam dito que eu fui lá, ela estava em Angra dos Reis (RJ), e eu almoçando com Ideli. O Newton Lima nunca me procurou. Ele seria de fato indicado ministro não fosse uma condenação por órgão colegiado por conta de uma pesquisa que ele fez em São Carlos (SP) quando era prefeito, e o Ministério Público entendeu que era improbidade administrativa. Não há conflito com o Planalto, as nossas relações com a presidente são as melhores possíveis. Inclusive, depois de ela ter batido a porta, disseram que ela não queria minha eleição. Na semana passada, terça ou quarta, eu fiquei das 10h até as 12h45 reunido com ela tratando dos assuntos do país, da conjuntura.</p>
<p><strong>E da reforma ministerial?<br />
</strong>Essa confiança de poder conversar comigo sem ter vazamentos mantém essa relação. Sou de uma época que, quando você conversa com o presidente, a versão é da pessoa que te recebeu, sobretudo o presidente.</p>
<p><strong>É diferente a relação da época de Lula e agora com Dilma?<br />
</strong>Eu convivi com o presidente Lula como presidente do PT quando ele era candidato a presidente em 1994, e exerci durante um ano a Presidência do PT. Então, era outro tipo de relação. Agora, ela (Dilma) é presidente, eu sou presidente do PT. Eu a chamo de Dilma. Fora, eu a chamo de presidenta. Ela me chama de Rui Goethe. Só quem me chamava assim era meu pai, ela sabe disso. Quando ele queria ficar bravo comigo, dizia: Rui Goethe, menino. Então, ela faz questão às vezes de falar meu nome completo: Rui Goethe da Costa Falcão.</p>
<p><strong>É quando ela está brava?</strong><br />
Não, ela não fica brava comigo.</p>
<p><strong>Como foi o papo com a Ideli há pouco no telefone?</strong><br />
Fui informar para ela: tudo bem no Senado</p>
<p>Do <a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/2/5/pt-vai-as-urnas-sem-dilma">Clipping do Ministério do Planejamento</a></p>
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		<title>Instituto Lula busca R$ 70 milhões junto a empresários</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 11:01:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os R$ 70 milhões serão usados na expansão do instituto, que deve sair de um sobrado do bairro do Ipiranga para uma sala de cerca de 1 mil metros quadrados, ainda sem local definido. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><a href="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/foto06pol-101-lula-a5.jpg"><img title="Paulo Okamotto: &quot;Aqui a gente se reúne com quem pensa parecido com a gente. Lá no PT tem muita divergência&quot;" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/02/foto06pol-101-lula-a5.jpg" alt="foto06pol 101 lula a5 Instituto Lula busca R$ 70 milhões junto a empresários" width="280" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Okamotto: &quot;Aqui a gente se reúne com quem pensa parecido com a gente. Lá no PT tem muita divergência&quot;</p></div>
<p>O retrato oficial da presidente Dilma Rousseff, com uma dedicatória carinhosa escrita à mão, tem destaque na sala de escritório. Na mesa, um papel de risque-rabisque registra encontros recentes com os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Carlos Lupi (PDT) e divide espaço com o caderno de Esportes de um jornal. Atrás da mesa de despachos, há uma coleção de livros sobre educadores. Em uma das paredes está emoldurado o diploma de um dos prêmios que ganhou, o World Food Prize, por seus trabalhos de combate à fome a à pobreza no Brasil. Na sala ao lado, um grupo de petistas reúne-se para discutir projetos, problemas de São Paulo e eleições.</p>
<p>O dono da sala, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem tido uma presença intermitente no instituto que leva seu nome desde outubro do ano passado, quando teve diagnosticado um tumor maligno na laringe. Na tarde da última quinta-feira, seu irmão mais velho, Frei Chico, era recebido no Instituto Lula como &#8220;presidente&#8221;, dada a semelhança física com o irmão político, e ouvia brincadeiras do tipo: &#8220;Você tem que voltar a fazer palestras!&#8221;.</p>
<p>É a articulação política que mantém o instituto movimentado nas ausências de Lula. No comando do instituto, Paulo Okamotto, amigo antigo do ex-presidente, preocupa-se em explicar a reunião que acontece ao lado da sala de Lula, com o ex-ministro Luiz Dulci, também diretor do instituto, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, e o prefeito de Diadema, Mario Reali (PT). &#8220;Não falamos só de eleições não. Lá estão discutindo problemas de São Paulo, fazendo um debate amplo&#8221;, diz. O instituto tornou-se uma espécie de PT paralelo, frequentado pelo grupo ligado ao ex-presidente. &#8220;Aqui a gente se reúne com quem pensa parecido com a gente. Lá no PT tem muita divergência, muita discussão. Aqui conseguimos fazer com que a discussão vá para frente&#8221;, comenta informalmente Okamotto.</p>
<p>Meses antes, enquanto o PT promovia debates entre os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo, foi no instituto que Lula recebeu quatro dos cinco postulantes e deixou claro que o candidato seria Haddad.</p>
<p>No instituto, há poucos projetos em andamento para a África e América Latina, apesar de esse ter sido mote da criação da entidade, segundo Okamotto As viagens internacionais de Lula foram suspensas por conta do tratamento contra o câncer. Segundo o diretor-presidente do instituto, como quase todos os projetos estão vinculados à imagem do ex-presidente, não há um cronograma de projetos, nem de viagens.</p>
<p>A preocupação de Okamotto, ex-presidente do Sebrae, é arrecadar R$ 70 milhões entre empresários até 2013. Os recursos irão para um fundo patrimonial para manter o instituto. A meta é arrecadar 98% do valor neste ano, apesar de Lula ter que disputar financiadores com quem concorrerá na eleição municipal.</p>
<p>Okamotto não diz quanto arrecadou para o instituto no ano passado. Informa apenas que foi &#8220;um pouco mais do que o suficiente&#8221; para cobrir as despesas, estimadas em R$ 2 milhões. Afirma que o instituto demorou para ser criado formalmente e, por isso, atrasou a arrecadação.</p>
<p>Os R$ 70 milhões serão usados na expansão do instituto, que deve sair de um sobrado do bairro do Ipiranga para uma sala de cerca de 1 mil metros quadrados, ainda sem local definido. Há cerca de 20 pessoas trabalhando no instituto e o número de funcionários deve crescer 40%.</p>
<p>O montante a ser arrecadado será usado só para o instituto. Os salários de Lula e de Okamotto não estão vinculados à entidade: são compostos pela aposentadoria e pelos cachês das palestras feitas pelo ex-presidente. Os dois são sócios na empresa L.I.L.S. (de Luiz Inácio Lula da Silva), de palestras. No ano passado foram mais de 30, a maioria no exterior, com um custo estimado entre R$ 200 mil e R$ 300 mil cada. A renda pode ter chegado até R$ 9 milhões.</p>
<p>O Memorial da Democracia, projeto de Lula paralelo ao instituto, deve ser ter sua construção patrocinada por empresas e bancos, em uma nova rodada de doações. Okamotto diz que o Instituto Lula deve custear apenas o &#8220;plano de negociação&#8221;, que seria o projeto inicial do museu em que o ex-presidente pretende contar as lutas democráticas do Brasil e o movimento sindical, do qual foi protagonista. A equipe que está trabalhando no projeto é a mesma que atuou na construção de um memorial interativo em Minas Gerais e a estimativa é de custos de até R$ 3 milhões. Nos planos de Okamotto, cada sala do memorial será patrocinada por um grupo econômico. Depois de pronto, deve ser transformado em fundação e doado para um governo gerir. O memorial será erguido na Cracolândia, na região central de São Paulo, em terreno doado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).</p>
<p>A negociação do memorial fez com que Lula e Okamotto se reunissem algumas vezes com Kassab e facilitou as conversas entre PT e PSD, com vistas à eleição municipal. No dia da doação do terreno ao instituto, a aliança entre os dois partidos era dada como certa. As diferenças entre Kassab e PT, que foi derrotado em 2004 e 2008 e fez oposição ao prefeito, são superáveis, segundo Okamotto. &#8220;Ele já derrotou o PT duas vezes. É sinal de que é bom e que podemos aprender com ele&#8221;, ironizou.</p>
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		<title>Haddad: “Prioridade é nosso plano de governo”</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 13:16:42 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pré-candidato à prefeitura defende “compromisso com a cidade antes de assumir compromisso com demais partidos”</em></p>
<p><a title="&quot;O pré-candidato Fernando Haddad considera importante valorizar as experiências do PT na gestão municipal (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom. Arquivo Agência Brasil)&quot; " href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/02/haddad-201cprioridade-e-nosso-plano-de-governo201d/image"></a></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/02/haddad-201cprioridade-e-nosso-plano-de-governo201d/image_preview"><img title="O pré-candidato Fernando Haddad considera importante valorizar as experiências do PT na gestão municipal (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom. Arquivo Agência Brasil)" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/02/haddad-201cprioridade-e-nosso-plano-de-governo201d/image_preview" alt=" Haddad: “Prioridade é nosso plano de governo”" width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">O pré-candidato Fernando Haddad considera importante valorizar as experiências do PT na gestão municipal (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom. Arquivo Agência Brasil)</p></div>
<p>O ex-ministro da Educação Fernando Haddad, pré-candidato à prefeitura de São Paulo, respondeu à pergunta sobre a possibilidade de uma aliança com o PSD, partido de Kassab, no lançamento do portal <a href="http://www.spressosp.com.br/2012/02/haddad%E2%80%9Cprioridade-e-nosso-plano-de-governo%E2%80%9D/" target="_blank">SPressoSP</a>, neste sábado (4). Segundo Haddad, em nenhuma hipótese será rebaixado “o nosso plano de governo”. Nas próximas semanas, o pré-candidato, junto com os setoriais do PT, vai debater o plano de governo para a cidade. Em seguida, depois do Carnaval, o plano será discutido com especialistas e movimentos sociais.</p>
<p>De acordo com Haddad, o objetivo é resgatar a experiência federal e de prefeituras petistas na construção das propostas. O pré-candidato defendeu a instersetorialidade e a interação federativa no planejamento urbano.</p>
<p>Sabatinado pela plateia e pelos cerca de 540 internautas que acompanhavam a transmissão on line, Haddad respondeu perguntas sobre a Operação Nova Luz. O ex-ministro defendeu a participação popular na elaboração dos projetos urbanísticos, com consulta pública e audiências públicas.</p>
<p>Haddad ainda defendeu a ocupação dos espaços públicos com a presença da cultura.  “Lazer, esporte e cultura têm que estar mais presentes na vida do paulistano”, afirmou. Ele ainda elogiou o programa dos Pontos de Cultura desenvolvido pelos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira. “A presença da cultura garante mais segurança que a presença da polícia.”</p>
<p>Ele também falou sobre a democratização do acesso à informação que a internet propicia. “Estamos aqui com dezenas falando para centenas”, afirmou. Sobre o SPressoSP, ele declarou: “É importante o surgimento de portais e blogs visando à democratização da informação e o senso crítico em relação ao que está acontecendo no país. Nossa democracia está se consolidando através de novas perspectivas de interação humana, que não passam pelos canais habituais”.</p>
<p>Da <a href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/02/haddad-201cprioridade-e-nosso-plano-de-governo201d" target="_blank">Rede Brasil Atual</a></p>
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		<title>Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 09:12:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).</p>
<p>Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.</p>
<p>O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.</p>
<p>O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, foi procurado nesta tarde pela reportagem, mas estava em reunião. Segundo um de seus assessores, o comandante irá atender a Folha ainda nesta sexta-feira para falar sobre o caso.</p>
<p>Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.</p>
<p>Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.</p>
<p><strong>Veja a íntegra do depoimento dos moradores do Pinheirinho:</strong></p>
<p><strong><a href="http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/12034531.jpeg"><img class="alignnone" title="processo" src="http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/12034531.jpeg" alt=" Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho" width="635" height="896" /></a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/12034532.jpeg"><img class="aligncenter" title="processo" src="http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/12034532.jpeg" alt=" Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho" width="635" height="897" /></a></p>
<p>Da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1043674-moradora-relata-abuso-sexual-de-pm-na-desocupacao-do-pinheirinho.shtml">Folha.com</a></p>
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		<title>Políticas públicas em vez da força</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:58:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Correram o mundo as imagens da inabilidade do Estado e do município para lidar com o problema de moradia no Pinheirinho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Edinho Silva</strong></p>
<p>O senador Aloysio Nunes, em artigo publicado neste espaço em 1º de fevereiro, tentou tirar as responsabilidades dos governos do PSDB no episódio envolvendo a reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, e, de forma grosseira, tangenciou o verdadeiro debate, atacando o Partido dos Trabalhadores.</p>
<p>O fundamental no episódio envolvendo a desocupação da área sub judice é o método do PSDB para enfrentar as questões sociais, seja no governo do Estado, seja no município em que ocorreu o conflito.</p>
<p>Portanto cobrar do governo federal a liderança na construção de soluções no caso é, no mínimo, hipocrisia. Mesmo assim foi o governo da presidente Dilma que teve as principais iniciativas para evitar o pior, que acabou ocorrendo por inabilidade dos agentes públicos municipais e estaduais.</p>
<p>Se há hoje no Brasil problemas sociais graves relacionados à moradia, é porque no período anterior ao do governo Lula, inclusive nos oito anos liderados pelo PSDB, não existiu qualquer programa habitacional que enfrentasse a crescente demanda, principalmente da população de baixa renda.</p>
<p>Foi no governo Lula que se criou o Programa Minha Casa, Minha Vida, com continuidade no governo Dilma. Uma referência para o mundo e que, somente na sua primeira fase, até 2010, alcançou mais de</p>
<p>1 milhão de moradias contratadas, sendo mais 180 mil para o Estado de São Paulo. Um programa que oferece a oportunidade da casa própria para famílias com renda de até três salários mínimos, com prestações que se iniciam a partir de R$ 50.</p>
<p>Em vez de atacar o PT, o senador, que foi ministro na gestão FHC e secretário do governo Serra em São Paulo, deveria fazer a autocrítica sobre os problemas sociais urbanos existentes no Estado, de responsabilidade do partido do qual ele é filiado há duas décadas.</p>
<p>O grupo político do qual faz parte o senador governa o Estado de São Paulo desde a redemocratização, na década de 1980, tempo mais que suficiente para criar programas sociais para evitar que o Estado mais rico da nação mostrasse ao mundo cenas tão deprimentes.</p>
<p>Quem denunciou o desrespeito aos direitos humanos, no processo de reintegração de posse e no tratamento às famílias pós-desocupação, não foi o Partido dos Trabalhadores, mas os próprios moradores que vivenciaram a operação violenta que deixará sequelas no imaginário de crianças e adultos.</p>
<p>Correram o mundo as imagens da inabilidade das estruturas governamentais municipal e estadual para lidar com o conflito gerado por uma injusta estrutura social secular. Os fatos demonstram o descaso e a completa insensibilidade em se colocar no lugar das famílias, que perderam tudo.</p>
<p>O que mais me estranha na manifestação do senador Aloysio Nunes Ferreira é a forma como se esforça para minimizar os fatos rechaçados por lideranças nacionais e internacionais. A forma como tenta partidarizar um debate que deveria ser enfrentado como uma questão de aperfeiçoamento dos instrumentos do Estado na construção da democracia. Com tamanho esforço em distorcer fatos, Aloysio Nunes vira as costas à sua própria história.</p>
<p><strong>Edinho Silva </strong><em>é deputado estadual e presidente do PT-SP.</em></p>
<p>Da Folha de S.Paulo (para assinantes)</p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>Cumprir a lei, mas não desta forma</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao repercutir a operação de reintegração de posse no bairro pinheirinho, em artigo na folha, o senador Aloysio Nunes tenta defender o indefensável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Marta Suplicy</strong></p>
<p>Em artigo na Folha de São Paulo repercutindo a operação de reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, o Senador Aloysio Nunes tenta defender o indefensável, opondo “mentiras” e “verdades” numa tentativa de transformar fatos sérios e amplamente divulgados pela imprensa em “ocorrências” decorrentes de uma decisão judicial, como se o cumprimento das leis pudesse justificar a violência de uma ação mal planejada.</p>
<p>Fundamentarei minhas ponderações aos argumentos do Senador com fatos, pois uma operação que envolve o desalojamento mais de 1.600 famílias e chama a atenção do mundo pela truculência policial não pode ser tratada como mera disputa eleitoral.</p>
<p><strong>Aloysio Nunes:</strong> Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades -logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte &#8211; entregou às pressas à Justiça um &#8220;protocolo de intenções&#8221;. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, &#8220;não dizia nada&#8221;, era uma &#8220;intenção política vaga”.</p>
<p><strong>Marta Suplicy:</strong> Desde 2005, o Ministério das Cidades reitera seu interesse em colaborar na solução pacífica para o conflito e se prontificou em priorizar o município de São José dos Campos em programas federais como o de urbanização de assentamentos precários e de habitação para famílias de baixa renda. Porém, cabe à prefeitura dispor sobre a gestão do solo urbano, uma competência constitucional do município, bem como o cadastramento das propostas e a elaboração dos projetos técnicos, o que não aconteceu até agora.</p>
<p><strong>Aloysio Nunes:</strong> Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a &#8220;Agência Brasil&#8221;, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.</p>
<p><strong>Marta Suplicy: </strong>Em seu artigo, o Senador se vale exclusivamente do critério “número de mortes” para classificar a ação policial e contrapor as denúncias de violência na operação de reintegração de posse ocorrida em Pinheirinho. Os fatos divulgados publicamente desde o início da operação são suficientes para caracterizar a ocorrência de violação dos direitos humanos no tratamento dispensado aos despejados e o uso excessivo de violência. Relatório preliminar elaborado por Brigadas Populares, Justiça Global, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência apontou uso indiscriminado de bombas de gás, spray de pimenta e projéteis de borracha. Algumas imagens mostraram guardas municipais empunhando armas com munição letal. Também houve relatos de agressões, ameaças, espancamentos, obstrução do acesso das famílias despejadas aos seus pertences, destruição das casas com pertences e móveis, abandono do terreno ao saque indiscriminado, obstrução ao trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos. Na reunião da bancada do Partido dos Trabalhadores, ocorrida na última quarta-feira (01/02), o Senador Eduardo Suplicy, que esteve no Pinheirinho, relatou várias destas situações de agressão inaceitáveis.</p>
<p><strong>Aloysio Nunes:</strong> A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.</p>
<p><strong>Marta Suplicy:</strong> O Senador fala que a operação foi planejada durante quatro meses, mas até agora não está claro o papel desempenhado pelos membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros na ação coordenada pela Polícia Militar no bairro Pinheirinho. Apesar da participação destes órgãos na operação, há relatos de crianças que se perderam de seus pais durante a operação, de recém-nascidos que foram levados por ambulâncias sem a companhia dos responsáveis e da obstrução do acesso de ambulâncias para resgate dos feridos. Por outro lado, a mobilização de um efetivo de mais de 600 servidores para organizar o processo de desalojamento, triagem e alojamento nos abrigos apenas ressaltou a falta de planejamento da operação. Apesar do número significativo de servidores, o procedimento de retirada das pessoas, catalogação e separação dos pertences e a devolução destes pertences às famílias não ocorreu a contento e a operação acabou levando à perda da maioria dos bens removidos. Além da violência, as famílias desalojadas sofrem com a não proteção de seus bens pessoais. Quanto aos abrigos, relatos dos moradores despejados apontam que em todos os disponibilizados pela prefeitura, as condições sanitárias são precárias, o espaço insuficiente, o atendimento médico aos necessitados inexiste ou depende de trabalho de voluntários. É muito fácil alegar que houve “sabotagem” de abrigos, uma postura idêntica a do ex-diretor regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) em Ribeirão Preto, Milton de Souza Leite, ao insinuar que as fissuras e vazamentos nas casas entregues pelo governo do estado em dezembro eram consequência do mau uso dos moradores e do fato de eles virem de favelas. Mas a precariedade dos abrigos também foi constatada pela Defensoria Púbica de São Paulo em São José dos Campos, que ajuizou uma ação civil pública pedindo à Justiça que determine à prefeitura e ao Estado o acolhimento emergencial da população removida do bairro do Pinheirinho em locais adequados. Os defensores públicos que acompanharam a operação relataram “a falta de estrutura dos equipamentos, com pessoas abrigadas de maneira precária em quadras poliesportivas próximas a viveiros de pombos e fezes de animais”. Segundo o defensor público Jairo Salvador, em declaração ao jornal Folha de São Paulo do dia 24 de janeiro, as pessoas estão “amontoadas” em abrigos e igrejas da região, sem acesso a condições de higiene e comida. Cita a mesma reportagem que a Defensoria identificou “800 pessoas em uma escola que dispõe de apenas um banheiro com duas privadas entupidas e dois chuveiros. Além disso, em grande parte do tempo o imóvel fica sem água”. Além disso, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), após realizar diligência in loco no bairro Pinheirinho, constatou diversas violações aos Direitos Humanos da população envolvida na desocupação, dentre elas, a ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada nos abrigos; a superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si, e com os desabrigados; entre outras violações.</p>
<p><strong>Aloysio Nunes:</strong> O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás. Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.</p>
<p><strong>Marta Suplicy</strong>: No último dia 12 de janeiro, a Presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia de assinatura do termo de compromisso com o governo de São Paulo para o Programa Minha, Casa Minha Vida, que contará com investimentos de R$ 6,15 bilhões da União e de R$ 1,9 bilhão do Governo do Estado. Foi ótima esta parceria, pois ela permite ao Estado de São Paulo reduzir o grande déficit habitacional. A ação do Governo Dilma possibilitará a construção de 100 mil unidades habitacionais e ampliará o acesso das famílias de baixa renda ao programa, numa demonstração inequívoca do caráter republicano da relação do governo federal com o governo paulista. E, o contrário da crítica feita pelo Senador, também é verdadeiro. Afinal, o que o Governo do Estado faria com R$ 20 mil por unidade habitacional?</p>
<p><strong>Aloysio Nunes</strong>: O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.</p>
<p><strong>Marta Suplicy:</strong> Não se trata aqui de desrespeito à sentença judicial, mas de combater as posturas arbitrárias, a truculência policial e a falta de planejamento da operação de desalojamento e reintegração de posse. Os fatos amplamente divulgados não condizem com a “cautela” apregoada pelo Senador.</p>
<p>Constrange a todos o mantra do Governo Alckmin: “temos que cumprir a lei”. E a detenta algemada à cama de um leito de hospital dando a luz? Cumprindo a lei? Há acordo quanto ao cumprimento da justiça, mas não sobre a forma de fazê-lo.</p>
<p>Do <a href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/brasil/39636/Cumprir-a-lei-mas-n%C3%A3o-desta-forma.htm">Brasil247</a></p>
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		<title>Metalúrgicos da United Steelworkers, dos EUA e Canadá, solidários aos moradores do Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 08:57:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em carta a Alckmin, entidade condena “ações grosseiras contra civis desarmados”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em carta enviada ao governador Geraldo Alckmin, a United Steelworkers, entidade dos trabalhadores metalúrgicos dos Estados Unidos, somou sua voz “àqueles que já protestam contra as ações grosseiras das forças armadas estaduais de segurança contra civis desarmados na comunidade de Pinheirinho”. “Seu único crime foi a busca de uma solução para sua pobreza e falta de moradias pela ocupação de uma propriedade falida, pertencente a um grande especulador imobiliário, Naji Nahas”, denuncia o documento.</p>
<p>A entidade lembra que a ocupação foi legalizada e trabalhadores e trabalhadoras deram lares para suas famílias durante os oito anos passados, com o Pinheirinho tornando-se uma “comunidade viável e diversificada com 9.000 residentes”.</p>
<p>“Estamos em total solidariedade com os habitantes da comunidade de Pinheirinho. Pedimos aos responsáveis estaduais e municipais que respeitem o direito à moradia e que sigam as leis que legalizam a permanente ocupação de Pinheirinho. Repudiamos às grosseiras ações das forças armadas estaduais de segurança contra civis desarmados”, encerra a nota assinada por Leo W. Gerard e Ken Neumann, diretor Nacional para o Canadá.</p>
<p>Da <a href="http://www.cut.org.br/destaque-central/47223/metalurgicos-da-united-steelworkers-dos-eua-e-canada-solidarios-aos-moradores-do-pinheirinho">CUT Brasil</a></p>
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