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Pronunciamentos
29/04/2010 às 17:08h

Rui Falcão defende avanços na luta contra as drogas

Sr. Presidente,

Srs. Deputados,

Sras. Deputadas,

Funcionários, telespectadores da TV Assembleia,

Em primeiro lugar quero agradecer ao meu companheiro Vanderlei Siraque, líder da Minoria, por me ceder esses cinco minutos.

Queria me dirigir aos jovens que estavam presentes aqui para falar sobre algo que tem nos angustiado muito e que tem merecido preocupações de nossa pré-candidata à Presidência, companheira Dilma Rousseff. Mesmo eles já tendo se retirado, para os telespectadores e para os leitores do Diário Oficial o recado vale a pena.

Refiro-me às drogas, particularmente sobre o craque, que é uma chaga na nossa sociedade e que tem desencaminhado milhares de jovens no nosso País, tem desestruturado famílias inteiras e é um vício que tem que ser combatido por toda a sociedade, não apenas pelos candidatos, não apenas pelos deputados, mas pelas mães de família para que possamos erradicar esse vício maldito.

E não bastam apenas as questões de segurança. É fundamental que tenhamos uma política de fronteiras com utilização da Polícia Federal, da Força Nacional, para que a droga não entre no nosso território. Sabemos que ela vem de fora e para por aqui. Antigamente, ela passava por aqui e ia para outros países, mas esse roteiro já está muito bloqueado e a droga está ficando aqui, Deputado Edson Ferrarini. E o craque vicia e mata.

Temos dito, e a nossa candidata tem falado com muita ênfase sobre isso, que o combate ao craque exige autoridade, e autoridade é a força policial, são as leis, a repressão e a vigilância aos traficantes. Isso exige apoio e carinho, carinho com aqueles que são vítimas, principalmente os jovens que têm que ter a compreensão das famílias e apoio para a recuperação. Há muitas organizações que estão se dedicando a recuperar vítimas do craque. Mas não podemos, em nenhum momento, dar vazão a essas palavras melífluas, que acham que é possível, que é preciso tolerância, que afinal a descriminalização também pode ajudar. Nós achamos que não; é preciso haver um combate sem quartel a esse vício terrível. Isso se faz com aumento da pena para os traficantes, com combate para se ter certeza de que o tráfico não vai prosperar, para não permitir que haja leniência com o traficante e, para aqueles que são dependentes, carinho e apoio.

Queremos transformar isso, no momento da campanha eleitoral, inclusive, num compromisso de todos. Queremos que todos os candidatos, todos os partidos, quando falam em segurança pública, em combate à violência, incorporem essa preocupação, porque o vício tem se generalizado. Em São Paulo, particularmente, vemos esse episódio deplorável da Cracolândia: em vez de o problema ser resolvido ali, ele tem se espalhado. Vemos já os noias chegando pelo Largo do Arouche, invadindo a Vila Buarque e não há uma política pública de segurança em São Paulo, com um Governo que diz ser a segurança uma de suas preocupações.

Estamos vendo, por um lado, no litoral, o aumento da criminalidade. Amanhã, inclusive, a nossa pré-candidata vai estar na Baixada Santista. Pedimos que haja um reforço para a segurança dela, porque estamos assustados com o número de homicídios, de sequestros. E, por outro lado, não há nenhuma preocupação em valorizar os principais responsáveis pelo combate, que é a nossa Polícia, com salários deprimidos, reivindicações proteladas, compromissos assumidos e não cumpridos, e depois vêm dizer que querem criar ministério para cuidar da segurança.

Vamos primeiro nos preocupar com a nossa casa, porque quem não consegue resolver primeiro os problemas na casa, não pode querer dar lição na casa dos outros.

Fica aqui a nossa preocupação, Sr. Presidente, e o nosso apelo para que o craque seja combatido com toda ênfase por todos, pelas famílias e pelo Estado com sua autoridade.





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