PT comemora 30 anos no Estado em sessão solene. Confira discurso do líder do PT
Ontem, 22/02, a bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa do Estado (ALESP) realizou sessão solene em homenagem aos 30 anos de atuação do Partido na casa. O evento abriu uma sequência de três atividades em comemoração ao aniversário do PT, no contexto da conclusão do primeiro ciclo de conquistas sociais e desenvolvimento no País, representado pelos dois mandatos do presidente Lula no governo federal.
O líder da bancada na casa, deputado Rui Falcão, fez discurso no plenário em sessão ordinária à tarde convidando parlamentares e líderes a participar da solenidade. Confira a íntegra abaixo:
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores funcionários, telespectadores da TV Assembleia, gostaria de convidar todos os deputados e deputadas para a Sessão Solene que, logo mais, estaremos realizando em comemoração aos 30 Anos do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Será um momento de recordar nossa participação no início dos anos 80, os primeiros deputados e deputadas da nossa Bancada, nossa atuação na Constituinte Estadual. São ao todo 51 deputados e deputadas, incluindo suplentes, que fizeram história de atuação coerente e consequente nesta Casa, dando contribuição às políticas públicas do Estado, lutando para afirmar a democracia no nosso Estado, desde a eleição de 1982, a primeira eleição direta para Governador depois da ditadura militar. Mostrando um pouco dessa história, temos uma exposição fotográfica no Hall Monumental.
Amanhã haverá duas mesas de debate na parte da tarde, que contará com quatro deputados que se destacaram bastante: Clara Ant, líder do PT na Constituinte, João Paulo Cunha e Arlindo Chinaglia, que chegaram a presidir a Câmara dos Deputados, e José Dirceu, ex-Presidente Nacional e ex-Ministro do Governo Lula.
Na quarta-feira, haverá uma mesa sobre a participação das mulheres no Legislativo paulista, reunindo as Deputadas Luiza Erundina, Irma Passoni e Maria Lúcia Prandi.
Convidamos a todos para que participem desse evento na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Por ocasião da comemoração dos 30 anos do PT, tivemos neste final de semana o IV Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores. Foram mais mil delegados, três mil pessoas, incluindo delegações internacionais, observadores.
Nosso congresso concluiu com a indicação unânime, por aclamação, da companheira Dilma Rousseff como pré-candidata do PT a Presidente da República. Ela foi apresentada pelo Presidente Lula como candidata, e, como disse ele, não foi preciso muito esforço para convencer os delegados sobre a importância dessa escolha.
O Presidente Lula considerou a tarefa de eleger a companheira Dilma como uma das prioridades de seu governo, até porque sua eleição significará a continuidade das principais políticas aplicadas atualmente e o avanço, naquilo que for possível, dentro de uma linha de coerência que ela expressou como manutenção de compromissos fundamentais com relação à estabilidade econômica, políticas atuais, programas sociais. Priorizará, no próximo Governo, principalmente políticas para a juventude relativas à formação técnica, a novas oportunidades para as mulheres. Sua eleição abrirá um novo horizonte para a participação das mulheres na política e na sua luta por igualdade de gênero no País.
A companheira Dilma expressou seus compromissos de campanha, relembrou sua história de vida, mostrando que não tem intenção de escondê-la. Aquilo que muito da mídia conservadora e da elite consideram defeito da Ministra, para nós, são virtudes. É uma mulher firme, decidida com uma preparação muito forte, que colocou sua vida a serviço da democracia.
Dilma Rousseff, além de ser a principal coordenadora dos programas do Governo Lula, conhece profundamente nossos projetos e nosso País. Por todos esses motivos, julgamos estar ela plenamente credenciada para essa disputa.
Sr. Presidente, quero deixar aqui minha solidariedade aos policiais atacados por bandidos quando faziam a escolta do carro da primeira-dama. Comentava há pouco com o Major Olímpio sobre o estado de insegurança a que chegamos no nosso Estado.
Se a escolta da primeira dama é atacada por bandidos, o que será de cidadãos comuns como nós? É um estágio de insegurança terrível saber que a qualquer momento um bandido pode nos atacar, atacar as nossas famílias. Enquanto isso, não sei quais as políticas, o que o Secretário de Segurança anda fazendo, que orientações é possível dar para que possamos ter um pouco de segurança no Estado. Eu começaria por valorizar a corporação policial: melhores salários, melhores condições de trabalho, algo que vem sendo prometido há muito tempo. Ainda que seja agora num pacote pré-eleitoral, tomara que isso seja alcançado. Além disso, o Adicional por Local de Exercício, um quadro de carreira mais efetivo, uma preparação mais condizente para que os principais responsáveis pela segurança preventiva possam estar mais preparados, mais aparelhados e, quem sabe, possamos viver com maior segurança no nosso Estado.