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27/01/2012 às 8:50h

Polícia restringiu acesso da imprensa durante operação no Pinheirinho

Embora afirme que tenha “dado liberdade total” para a imprensa durante a reintegração de posse, a Polícia Militar impôs restrições ao acesso de jornalistas ao terreno da favela Pinheirinho, em São José dos Campos.

No domingo, primeiro dia de operação, a PM cercou as ruas da favela e não deixou ninguém entrar sob o argumento de que se tratava de uma medida de segurança.

Na segunda-feira, dia em que milhares de moradores ainda eram retirados do terreno de 1,3 milhão de m², os policiais restringiram a entrada de jornalistas.

Houve apenas “tour” programados que duravam apenas poucos minutos.

Como todas as ruas ao redor estavam fechadas, os repórteres eram levados em grupos em uma van da PM para próximo do terreno.

Só era possível observar parte das moradias.

Os jornalistas, então, desciam da van e eram proibidos pelos PMs de falarem com os moradores que recolhiam seus pertences. Apenas imagens eram permitidas.

No terça-feira, as regras foram relaxadas. A imprensa foi autorizada a circular dentro da invasão, mas o transporte permanecia sob a organização dos policiais.

Apenas ontem o acesso à área da invasão ficou livre.

No período de restrição à imprensa, a PM diz não ter havido incidentes entre seus homens e moradores.

O centro de triagem montado para encaminhar os desalojados para abrigos fica do lado de fora da área do Pinheirinho.

Foi ao redor desse centro que ocorreram incidentes como carros e prédios incendiados, além dos confrontos de guardas e policiais com manifestantes contrários à reintegração de posse.

Nessa área, a circulação da imprensa era livre.

A prefeitura também impôs restrições à imprensa. A entrada no centro de triagem era controlada.

Da Folha de S.Paulo (para assinantes)





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