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01/06/2010 às 16:00h

CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE DO DIRETÓRIO REGIONAL

Rui Falcão

O objetivo central do PT, aquele que deve pautar nossas ações a partir de agora, que corresponde às necessidades e aspirações dos trabalhadores e do campo progressista brasileiros, é a construção da vitória eleitoral no pleito de 2010. Trata-se de:
a) assegurar que não haja retrocesso nos avanços e conquistas do período 2003/2010;
b) criar condições para a institucionalização dessas conquistas, de sorte a perenizá-las e a reduzir sua dependência das oscilações eleitorais;
c) acumular forças para abrir um novo ciclo de conquistas e institucionalização destas, aprofundando e radicalizando tanto o processo de ampliação do grau de consciência e organização do povo, como alcançando patamares superiores de aplicação do programa democrático- popular que deve orientar o PT no seu projeto histórico de construção de uma nova sociedade.

Vencer em 2010 significa, antes de tudo, vencer as eleições presidenciais e este objetivo deve subordinar todos os demais interesses eleitorais de nosso partido, particularmente no campo da política de alianças. Fazer valer esta diretriz implica atribuir a condução do processo ao Diretório Nacional do PT e no maior grau possível de articulação das campanhas estaduais com a temática e o ritmo da campanha presidencial. Asseguradas as melhores condições possíveis para o cumprimento dessa meta, deveremos buscar, também, a formação de uma boa equipe de candidatos a governador firmemente aliados à nossa proposta de governo federal. Igual empenho teremos de dedicar ao crescimento da bancada de apoio no Congresso Nacional, centrada em parlamentares dos partidos mais organicamente ligados ao programa democrático-popular, a fim de reduzir o nível de concessões que impõe um parlamento com a conformação do atual.

Diante da atual conjuntura, a primeira tarefa de todo o PT é o enfrentamento bem sucedido, do ponto de vista dos trabalhadores, das conseqüências da mais recente crise do capitalismo em nosso país – uma crise que não é acidental, mas estrutural e global, dando conta claramente de que “a acumulação do capital não poderia mais continuar funcionando adequadamente nos limites da economia produtiva” (1).

Enfrentar com sucesso a crise no Brasil significa assegurar a continuidade e-ou concretização das medidas que o governo do presidente Lula vem adotando para, principalmente:
- manter o nível do emprego o mais próximo possível do alcançado ao longo do primeiro semestre de 2008;
- manter o poder de compra dos salários e a renda média dos trabalhadores;
- reduzir ao mínimo possível os efeitos da crise sobre as pequenas e médias empresas;
- compreender corretamente as imbricações das grandes empresas com a economia das pequenas e médias no Brasil e agir, setorial ou regionalmente, para manter ao máximo um fluxo produtivo semelhante ao que estava em curso antes da crise;
- dar continuidade e acelerar a redução das taxas de juros, bem como aumentar a pressão sobre os bancos privados para baixarem substancialmente os spreads;
- prosseguir com as políticas anticíclicas no campo do crédito, da desoneração tributária, das compras e investimentos públicos e dos programas de renda;
- enfrentar os gargalos protecionistas e de redução de demanda no cenário do comércio internacional, articulando criativamente a exploração dos potenciais do mercado interno com o aprofundamento das relações comerciais no âmbito do Mercosul;





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